Dupla de assaltantes é presa com drogas em Fortaleza

A prisão dos dois acusados representou mais um duro golpe na quadrilha

Policiais militares da 3ª Companhia do 1º BPM montaram um cerco na localidade de Sítio Barra do Manoel Lopes, no distrito de Feiticeiro, em Jaguaribe (a 300Km de Fortaleza) e prenderam mais dois integrantes da quadrilha conhecida como ´Filhos de Senhorzinho Diógenes´, bando responsável por um ´rosário´ de assassinatos, tráfico de drogas e assaltos na Região do Vale do Jaguaribe.

Francisco José de Lima, o ´Franzé´; e Rafael de Lemos Dias, o ´Rafaelzinho´, ambos de 21 anos, foram cercados em uma casa instalada em área de difícil acesso e somente se entregaram quando perceberam que não teriam chances de fugir. Com eles, a Polícia apreendeu um revólver calibre 38, uma espingarda, muita munição de reserva, além de dinheiro e vários telefones celulares.

Para a Polícia, a prisão de ´Rafaelzinho´ e ´Franzé´ representou mais um duro golpe na quadrilha que, há quase quatro anos, vinha espalhando um regime de terror e mortes no Vale do Jaguaribe, principalmente nos Municípios de Jaguaretama, Morada Nova e Nova Jaguaribara. O grupo tinha como chefes os bandidos Lucivando Saraiva Diógenes, o ´Gordo´, seu irmão, Ricardo Sérgio Saraiva Diógenes; e Genilson Torquato Rocha.

Assaltos

A caçada aos últimos integrantes do bando de ´Filhos de Senhorzinho Diógenes´ foi chefiada pelo major PM Jair Matias Queiroz, comandante da companhia da PM em Jaguaribe.

Segundo o oficial, os bandidos praticaram, nas últimas semanas, uma seqüência de assaltos contra fazendas, residências e pontos comerciais da zona rural de Jaguaribe, espalhando medo e levando a população a pedir providências. Na última quinta-feira, os vereadores daquele Município realizaram uma sessão extraordinária na Câmara Municipal de Jaguaribe para tratar, exclusivavemente, do caso e pedir a prisão dos matadores e assaltantes, que passaram a ser chamados de ´novos Lampiões´.

No sábado à tarde, a Polícia recebeu a informação de que os criminosos estavam escondidos no Sítio Barra do Manoel Lopes, sob a proteção de um homem conhecido por ´Chico Preto´. Utilizando veículos descaracterizados, os policiais se dirigiram para lá.

Depois de uma intensa caminhada pela mata, os PMs chegaram à casa indicada e fizeram o cerco. Os bandidos resistiram em não se entregar. A PM teve, então, que invadir o local, prendendo os dois homens antes que eles fizessem uso de suas armas.

Fugitivos da cadeia pública de Jaguaribe, ´Rafaelzinho´ e ´Franzé´ eram os últimos comparsas em liberdade de ´Gordo´, Ricardo Diógenes e Genilson Torquato. Contra eles havia vários mandados de prisão preventiva decretadas pelas comarcas de Jaguaribe e Jaguaretama. Os últimos mandados foram assinados pelo juiz da Comarca de Jaguaribe, Paulo Sérgio dos Reis.

Com a morte de ´Gordo´ e as prisões de Ricardo Diógenes e Genilson Torquato, os bandidos decidiram sair de Jaguaretama e passar a agir em Jaguaribe.

Na delegacia regional, ´Rafaelzinho´ confessou ao delegado Edmar Bezerra Granja seus últimos crimes, entre eles, mais uma execução sumária que era atribuída à quadrilha. Juntamente com ´Gordo´, e Genilson, ele fuzilou um comerciante conhecido por ´Chico Pimenta?, em seu estabelecimento comercial no Centro de Jaguaretama. Do crime também teriam participado Jeovan Fernandes Nogueira, o ´Vereador´, e o bandido conhecido como ´Galego de Acopiara´, todos fugitivos da cadeia pública de Jaguaribe. ´Vereador´ foi recapturado junto com Genilson na cidade de Mombaça (a 206Km de Fortaleza), em agosto.

Mortos

Os dois homens foram autuados em flagrante e estão recolhidos, provisoriamente, na carceragem da Delegacia Regional de Jaguaribe. Mas a permanência deles ali deverá ser rápida, por conta de sua periculosidade. A exemplo de Genilson, Ricardo e ´Vereador´, ambos poderão ser trazidos para a Capital e encaminhados a um dos presídios ou Casa de Custódia. ´Gordo´ e outro comparsa dele, Inácio de Morais Paulo, o ´Cego de Solonópoles´, morreram em confronto com a Polícia na zona rural de Jaguaretama, em ocasiões distintas.

Fonte: Diário do Nordeste