Empresário mata a ex-mulher após ser denunciado por ameaça

Empresário mata a ex-mulher após ser denunciado por ameaça

Ajudante geral havia registrado queixa na polícia horas antes do crime.

Um empresário de 37 anos matou a ex-mulher de 30 anos com um tiro em frente à casa da avó dela, na noite de quinta-feira (14), no Jardim das Aves, em Amparo (SP). A Polícia Militar (PM) foi acionada por vizinhos que ouviram os disparos.

A ajudante geral Michele Geane Marconcini Teshima foi baleada no tórax. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para a Santa Casa da cidade, passou por uma cirurgia, mas morreu no início da madrugada desta sexta-feira (15). O crime ocorreu horas depois de a vítima ter registrado um boletim de ocorrência de ameaça contra o ex-esposo.

Depois de disparar contra Michele, o ex-companheiro atirou na própria cabeça, segundo a Polícia Civil. Sílvio Sadao Teshima morreu no hospital minutos depois de dar entrada na unidade médica. As filhas do casal estavam na casa onde houve o crime. Abalados, nenhum familiar quis falar sobre o caso.

O caso foi registrado como homicídio seguido de suicídio na delegacia de plantão de Amparo. A polícia informou também que o casal estava em fase de separação, mas a motivação do crime ainda está sendo investigada. Eles tinham duas filhas, mas a idade das crianças não foi divulgada. O inquérito foi aberto na manhã desta sexta-feira.

Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Bragança Paulista (SP). Michele Teshima será enterrada às 16h no Cemitério Municipal de Amparo. Já o empresário Sílvio Teshima será sepultado na cidade de São Paulo (SP), mas o horário não foi divulgado.

Pedido de proteção

De acordo com a Polícia Civil, na tarde de quinta-feira, horas antes de ser morta pelo ex-marido, Michele Teshima registrou um boletim de ocorrência de ameaça com pedido de proteção judicial para que o empresário não se aproximasse dela. Ela relatou à polícia que tinha pedido a separação na semana passada e saiu de casa, mas Sílvio Sadao Teshima não havia aceitado o divórcio.

Fonte: G1