Especialistas debatem segurança no Rio

Entretanto, especialistas em segurança acreditam que o Rio terá um grande desafio para combater a violência

Com a visita de uma equipe do Comitê Olímpico Internacional (COI) ao Rio de janeiro no sábado (31), os preparativos da cidade para receber as Olimpíadas de 2016 começam a virar realidade. "Nessa reunião, sugeriram muita tranquilidade e muito esforço no planejamento. Acabou a emoção e agora é pé no chão para que a gente possa realizar os jogos", disse o prefeito Eduardo Paes sobre o encontro.

Entretanto, especialistas em segurança acreditam que o Rio terá um grande desafio para combater a violência, tanto para a Copa em 2014 quanto para os Jogos Olímpicos. Eles se dividem em relação às estratégias a serem adotadas, mas concordam que o episódio do dia 17 de outubro, quando um helicóptero da PM foi abatido por traficantes, não prejudica tanto a imagem cidade.

Para o sociólogo José Augusto Rodrigues, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), tanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) quanto a imprensa internacional já estavam cientes, quando acompanharam o Rio durante a campanha para a sede das Olimpíadas, sobre eventuais brigas entre as facções armadas na cidade.

?Essa informação já existia, não chegou a ser uma novidade. Evidente que um helicóptero das forças da ordem, abatido por uma arma de grosso calibre durante uma operação policial, sempre causa um arranhão na imagem da cidade. Mas o abate do helicóptero é que é o centro de gravidade para os outros países?.

O antropólogo Lênin Pires, pesquisador do Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas (Nufep/UFF), concorda que o episódio da derrubada do helicóptero teve mais um efeito simbólico.

?Não é primeira vez que matam policiais. Isso aconteceu outras vezes e em situações espetaculares, com incêndios de ônibus e grupos armados. Só a derrubada do helicóptero é inédita. Daqui até 2016, policiais vão perder a vida, assim como pessoas do crime ou inocentes, infelizmente. O COI não vai repensar sua estratégia por conta disso?, disse, acrescentando que a única mudança que isso pode refletir nos planos das Olimpíadas é o destino dos recursos que serão mobilizados.

Fonte: g1, www.g1.com.br