""Estou arrependido"", diz pedreiro preso por assassinar jovens a pauladas em Goiás

""Estou arrependido"", diz pedreiro preso por assassinar jovens a pauladas em Goiás

Para atrair os jovens, segundo Adimar Jesus, ele oferecia drogas

Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (12), na Secretaria de Segurança Pública de Goiás, o pedreiro Adimar Jesus confessou ter assassinado, a pauladas, seis jovens de Luziânia (GO), cidade que fica a 70 Km de Brasília.

"Estou arrependido", disse o pedreiro, que afirmou ainda ter mantido relações sexuais com duas das vítimas.

Para atrair os jovens, segundo Adimar Jesus, ele oferecia drogas. "A maioria deles tinha envolvimento com drogas, ou fumava ou vendia", disse o pedreiro.

Adimar disse ainda que ganharia dinheiro para fotografar os meninos e divulgar as imagens na internet. "Disseram que dava muito dinheiro. Me ofereceram R$ 5 mil", disse.

Ele afirmou que não programou os crimes. "Estou com medo de morrer. Acho que os presos podem me matar porque já fui ameaçado lá dentro", disse.

O pedreiro já havia sido condenado há 14 anos, por dois crimes de pedofilia, mas cumpriu apenas quatro. Foi solto em dezembro do ano passado, beneficiado pela progressão de pena, direito dado a presos que apresentam bom comportamento. Uma semana depois, fez a primeira vítima.

Entenda o caso

O mistério do desaparecimento dos seis jovens em Luziânia (GO) começou em 30 de dezembro. As vítimas eram todas do sexo masculino, com faixa etária entre 13 e 19 anos. Eles sumiram nas primeiras horas do dia e moravam no Parque Estrela Dalva.

O primeiro da série de jovens a sumir foi Diego Alves Rodrigues, 13 anos, em 30 de dezembro de 2009. Paulo Vitor de Azevedo Lima, 16 anos, não voltou para casa desde 4 de janeiro de 2010; George Rabelo dos Santos, 17 anos, desapareceu em 12 de janeiro; Divino Luiz Lopes, 16 anos, desapareceu em 13 de janeiro; Flávio Augusto Fernandes, 14 anos, sem paradeiro desde 18 de janeiro; e Márcio Luiz Souza Lopes, 19 anos, que desapareceu em 22 de janeiro.

Segundo a Polícia Civil, as vítimas não eram amigas, não frequentavam os mesmos lugares, não tinham passagem policial e tinham bom relacionamento familiar.

Fonte: g1, www.g1.com.br