Ex-jogador cai em golpe de R$ 430 mil

Arruda oferecia assessoria jurídica e imobiliária em anúncios de jornais

O engenheiro civil Carlos César Arruda, 41 anos, foi preso em Goiânia suspeito de dar um golpe em pelo menos sete pessoas no valor total de mais de R$ 1,5 milhão. Uma das vítimas seria o ex-jogador de futebol Paulo Nunes, 38 anos, que fez sucesso jogando pelo Grêmio, Palmeiras e Flamengo. O ex-atleta acusa Arruda de lhe ter causado um prejuízo de R$ 430 mil. Outra suposta vítima, que deve prestar depoimento nesta quinta-feira no 20º Distrito Policial (DP) de Goiânia, disse que foi lesada em mais de R$ 1 milhão.

Arruda oferecia assessoria jurídica e imobiliária em anúncios de jornais. Foi assim que ele conhecia suas vítimas, segundo a polícia. Paulo Nunes o havia contratado para defendê-lo em um processo na Receita Federal. O engenheiro vendeu uma fazenda ao ex-atleta no valor de R$ 230 mil para que fosse dada como garantia ao órgão e, assim, o CPF do ex-jogador, que hoje é empresário e fazendeiro, fosse liberado.



Nunes teria descoberto depois que a fazenda tinha outro dono e seu processo na Receita Federal ficou ainda mais complicado. O órgão passou a considerá-lo litigante de má-fé. O ex-atleta ainda pagou mais R$ 200 mil em honorários ao homem antes de descobrir a suposta fraude.

A polícia começou a investigar Arruda em maio deste ano. Em sete meses, descobriu outras cinco vítimas. De acordo com o delegado Edson Carneiro, titular do 20º DP e responsável pelo inquérito, com exceção de Nunes e da outra vítima que disse ter perdido R$ 1 milhão, as outras perderam entre R$ 5 mil e R$ 100 mil. Um dos denunciantes afirmou que alugou dois veículos para Arruda e depois nunca mais conseguiu localizá-lo.

Arruda foi preso em sua casa, onde também funciona um escritório, no Setor Urias Magalhães, região central de Goiânia. A polícia havia conseguido um mandato de prisão preventiva na 11ª Vara Criminal de Goiânia. "Ele vai ser indiciado por estelionato e apropriação indébita", disse o delegado.

Em depoimento, o engenheiro disse que foi mal-interpretado pelos clientes e que estava resolvendo tudo na Justiça.

Fonte: Terra, www.terra.com.br