Ex-"menino assassino" pega 2 anos por pornografia

Ex-"menino assassino" pega 2 anos por pornografia

Ele foi punido por difundir fotos pornográficas de crianças pela internet

Jon Venables, um dos dois "meninos assassinos de Liverpool" condenados pela morte de uma criança de dois anos em 1993, e colocadas em liberdade condicional em 2001, foi condenado nesta sexta-feira (23) em Londres a dois anos de prisão por posse de imagens de pornografia infantil.

Venables, de 27 anos, foi considerado culpado nesta sexta-feira de manhã no tribunal de Old Bailey de ter baixado na internet 57 fotografias e vídeos pornográficos de crianças, entre fevereiro de 2009 e fevereiro de 2010. Ele também admitiu ter distribuído 42 imagens indecentes de jovens.

Ao admitir sua culpa, Venables recebeu a sentença de dois anos de prisão.

Venables assistiu ao seu julgamento por vídeo da prisão para onde retornou no fim de fevereiro. De forma incomum, apenas o juiz pôde vê-lo durante a curta audiência, já que ele havia recebido uma nova identidade protegida par uma decisão da justiça.

Jon Venables foi condenado junto com Robert Thompson pelo assassinato do pequeno James Bulger em 1993, quando os dois criminosos tinham apenas 10 anos. Bulger foi espancado até a morte em uma estrada de ferro de Liverpool (noroeste da Inglaterra). Os dois condenados, odiados em todo o Reino Unido, receberam novas identidades e ganharam a liberdade condicional há nove anos.

Venables voltou para a prisão em fevereiro devido a alegações "extremamente graves", indicou o ministro da Justiça na época Jack Straw, sem dar mais detalhes na época.

Algumas das imagens pornográficas encontradas no computador de Venables envolviam crianças de apenas dois anos.

Em uma declaração lida por seu advogado John Gibson, Venables assegurou que está "arrependido" em relação a este novo caso, afirmando que pensa "todos os dias" em James Bulger. Segundo o advogado, Venables se sentiu desprotegido após a sua soltura em 2001 e viu seu retorno à prisão como "uma espécie de alívio".

Fonte: g1, www.g1.com.br