Exames comprovam que veterinária foi espancada e morreu por asfixia

Segundo a polícia, o companheiro da vítima, de 39 anos, é o principal suspeito do crime e foi preso depois de chamar o resgate

Os resultados dos exames feitos pelo Instituto Médico Legal (IML) comprovam que a veterinária de 26 anos, encontrada morta dentro de casa na noite de sexta-feira (25), em Guarapuava, na região central do Paraná, foi espancada e morreu por asfixia.

Segundo a polícia, o companheiro da vítima, de 39 anos, é o principal suspeito do crime e foi preso depois de chamar o resgate. Porém, ele nega envolvimento no caso.

Ainda de acordo com a polícia, o suspeito foi trabalhar depois de matar a veterinária e só chamou a ambulância após voltar para casa, na tentativa de simular um suicídio ? hipótese que já foi descartada pela investigação.

?Foi observado com a perícia que teve alteração da cena do crime, que não condiz com suicídio. A perícia médica determinou que a morte foi causada por espancamento inicial e, em seguida, ainda viva, ele de posse de uma toalha ou outro pano fez o estrangulamento?, relatou o delegado Ítalo Biancardi Neto.

A polícia também investiga a participação do suspeito no homicídio da mãe da vítima há dois anos. ?No dia, ele teria sido a primeira pessoa que a encontrou desfalecida e encaminhado ao hospital", disse o delegado.

Testemunhas contaram à polícia que o casal se conheceu pela internet e que vivia junto há anos. Conforme as testemunhas, a mulher queria se separar e estava sendo ameaçada.

?Ela não denunciou porque tinha muito medo dele. Ele não deixava ela nem se aproximar das famílias mais próximas de medo que ela conversasse alguma coisa a respeito dele", afirmou uma testemunha que preferiu não se indetificar.

O corpo da vítima foi velado e enterrado neste sábado (26), em Guarapuava.

O advogado de defesa do suspeito disse, por telefone, que não tem conhecimento da outra acusação contra o marido da vítima. Ele ainda afirmou que o cliente é inocente e que já pediu à Justiça para que o homem responda o inquérito em liberdade.

Fonte: G1