Exército enviará paraquedistas e militares que atuaram no Haiti para combater tráfico no Rio de Janeiro

Exército enviará paraquedistas e militares que atuaram no Haiti para combater tráfico no Rio de Janeiro

As afirmações foram feitas pelo ministro durante coletiva no palácio do governo do Rio de Janeiro

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta sexta-feira (26) que uma equipe de paraquedistas do Exército brasileiro e militares que atuaram no Haiti serão utilizados no combate ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

As afirmações foram feitas pelo ministro durante coletiva no palácio do governo do Rio de Janeiro, ao lado do governador Sérgio Cabral. Segundo o Comando Militar do Leste, cerca de 800 soldados do Exército estão no Complexo do Alemão.

De acordo com Jobim, os militares do Exército irão cercar as comunidades em que há operações --Alemão e Vila Cruzeiro-- enquanto a Marinha e a Aeronáutica darão apoio logístico às ações das polícias militar e civil.

Questionado se a polícia ocupará outras comunidades, como a Rocinha, o secretário de Segurança Pública do RJ, José Mariano Beltrame, disse que as forças de segurança estão preparadas para entrar em qualquer comunidade.

?O que aconteceu ontem na Vila Cruzeiro provou que nós entramos em qualquer lugar, em qualquer hora, seja com as nossas forças, seja com a colaboração de forças de fora do Rio de Janeiro", afirmou.

Beltrame disse também que não era possível utilizar helicópteros para reprimir os traficantes que fugiram ontem da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão. "Para voar ali seria preciso um estudo de estratégia. Para encontrar aquelas pessoas teríamos que fazer uma operação duas, três vezes maior."

Já o governador Sérgio Cabral disse ter "certeza absoluta" de que o RJ está "virando uma página muito importante" em sua história. "Esse é um trabalho de médio e longo prazo. Não há mágica. A conquista dos territórios e da paz é 90% de transpiração e 10 de inspiração. Não se consegue de um dia para o outro."









































Fonte: UOL