Goleiro do Flamengo, Bruno, é o principal suspeito da morte da mãe de seu filho

Goleiro do Flamengo, Bruno, é o principal suspeito da morte da mãe de seu filho

Investigações da DH de Contagem apontam que ele e mais dois amigos teriam espancado a jovem no sítio do jogador

Responsável pela investigação do desaparecimento da estudante Eliza Samudio, a delegada Alessandra Escobar, da Delegacia de Homicídios de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, disse, no início da tarde deste sábado, acreditar que a jovem de 25 anos tenha morrido. "Infelizmente, tudo indica que ela esteja morta. Vamos agora trabalhar para encontrar o corpo", afirmou a delegada. Segundo a delegada, o goleiro Bruno é suspeito da morte de Eliza. Investigações da DH de Contagem apontam que ele e mais dois amigos teriam espancado a jovem no sítio do jogador do Flamengo. As roupas da estudante ainda teriam sido queimadas por Bruno no sítio. Filho de Bruno é levado para o Conselho Tutelar em Minas Gerais | Foto: André Mourão / Agência O Dia Eliza está desaparecida há três semanas desde que contou a amigas que viajaria para Minas a pedido do goleiro Bruno, que seria pai de seu filho de quatro meses. Ainda de acordo com a delegada, Bruno será chamado para prestar depoimento. Alessandra Escobar contou que a investigação começou na quinta-feira depois de uma denúncia de que a estudante havia sido violentamente espancada dentro do sítio do jogador. Esposa de Bruno é presa em Minas Na noite desta sexta-feira, a esposa de Bruno, Dayane Souza, foi presa em flagrante por subtração de incapaz -- o filho de Bruno e Eliza -- durante o depoimento na Delegacia de Homicídios de Contagem. A criança, de 4 meses, foi encontrada no apartamento de uma amiga de Dayane na cidade mineira. Entretanto na manhã deste sábado, Dayane conseguiu liberdade provisória na Justiça. O bebê foi levado para o Conselho Tutelar da cidade mineira. Dayane Souza conseguiu a liberdade provisória na manhã deste sábado | Foto: André Mourão / Agência O Dia O desaparecimento de Eliza mobiliza as divisões de Homicídios de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Desde a noite de quinta-feira, policiais procuram a moça que, no ano passado, acusou o goleiro Bruno, do Flamengo, de tê-la agredido e forçado que tomasse remédios abortivos para que perdesse o bebê durante a gravidez. Eliza disse a amigas que goleiro pediu para ela ir morar em Minas Gerais. Às 23h de quinta-feira, a Divisão de Homicídios (DH) do Rio recebeu um ofício da DH de Contagem, solicitando uma diligência. Policiais foram até um endereço em Curicica, em Jacarepaguá,na Zona Oeste, para tentar encontrar Eliza. Ela não estava. Duas amigas da jovem, então, foram levadas à delegacia para depor. As moças contaram que há cerca de três semanas não têm notícias de Eliza. “O relacionamento deles havia melhorado, e ela chegou a dizer que Bruno queria que ela fosse morar em Minas para a criança ficar mais perto da família dele. Na sexta-feira, dia 4, nós nos falamos. Já no sábado eu liguei, e o telefone dela passou a dar indisponível”, explicou M., preocupada com o desaparecimento da amiga: “Além de nós, aqui no Rio, ela só tinha uma amiga em São Paulo. Mas não consigo mais falar com a Eliza de jeito nenhum”, desabafou. A advogada da jovem, Anne Facó, também não tem notícias da cliente. “Venho ligando para ela há semanas, quase diariamente, e não consigo contato”, afirmou ela. Através de sua assessoria, Bruno disse não saber do paradeiro de Eliza nem do filho: “Não tenho contato com essa mulher há mais de dois meses. Nunca a levei para Minas. Nas férias fui para minha fazenda com a Dayane, minha esposa, e minhas filhas. A Dayane continua lá, e eu voltei para treinar”, afirmou o goleiro. A Polícia Civil mineira não fala sobre o caso. Mas a versão do jogador do Flamengo contradiz os depoimentos tomados ontem pela DH de Contagem. Três pessoas teriam dito que o bebê recém-nascido foi levado até a fazenda por um amigo do jogador, conhecido como Macarrão, no dia 7, e que permaneceu no local até o início da tarde ontem, aos cuidados de Dayane. No fim da tarde, agentes estiveram no sítio e não encontraram nem o menino nem a mulher de Bruno. Pai de jovem está apreensivo As amigas e a advogada de Eliza desmentiram a versão de que ela e Bruno não se falavam há mais de dois meses. “Faz menos tempo do que isso, e ela me disse que estava à procura de um apartamento em Belo Horizonte”, diz Anne Facó, lembrando que o resultado do DNA de paternidade do goleiro ainda não ficou pronto. “Eles vinham se falando sempre, e ela acreditava nele, pois o Bruno já a tratava melhor. Há pouco tempo ele pediu o álbum com todas as fotografias do bebê, e ela deu tudo”, contou outro amigo da desaparecida. O pai da jovem, Luiz Carlos, se mostrou apreensivo com o sumiço. “Ela ficou de vir pra cá em junho, mas há três meses não conseguimos falar com ela. Nem pelo telefone, nem pela Internet. Estou desconfiado que algo aconteceu. Mas se o Bruno mandou tocar num fio de cabelo da minha filha, ele tem que saber que isso não vai ficar assim”, afirmou ele. A polícia já iniciou um rastreamento das antenas do celular para saber os passos de Eliza desde que ela sumiu, no dia 5.

Fonte: Terra