Grupo de extermínio vai a júri por crimes no Ceará

Cinco acusados da morte de empresário serão levados a julgamento no próximo dia 3

A Justi?a marcou para o dia 3 de setembro pr?ximo o primeiro julgamento dos acusados de integrar um suposto grupo de exterm?nio que agia em Fortaleza e sua Regi?o Metropolitana. O bando era formado por pessoas civis e policiais militares e, segundo as autoridades, pode ter sido o respons?vel por v?rios assassinatos de ?encomenda?.

O homem acusado de comandar o grupo de exterm?nio teve seu filho assassinado por bandidos, em 2004, durante um assalto, na Avenida Capit?o Arag?o, Aerol?ndia. Trata-se do comerciante Firmino Teles de Menezes.

Firmino Teles e mais quatro r?us - S?lvio Pereira do Vale Silva, o ?P?-de-Pato?; Claudenor Ribeiro Alexandre, o ?Non?; Rog?rio do Carmo Abreu e Paulo C?sar Lima de Souza, o ?Paul?o? - ser?o julgados pela Quinta Vara do J?ri da Capital, sob a acusa??o de terem tramado e executado o assassinato do comerciante do ramo de madeireira, Miguel Luiz Neto. O crime ocorreu no dia 27 de abril do ano passado, no cruzamento das avenidas Rio Grande do Sul e Carneiro de Mendon?a, no bairro J?quei Clube.

Conforme o diretor de secretaria da Quinta Vara do J?ri, Alexandre Braga, outros dois acusados de envolvimento no crime deixar?o de ir a j?ri no pr?ximo dia 3, por terem recorrido contra a senten?a de pron?ncia (ato que leva o r?u a julgamento). S?o eles: Valdemar Gomes Cirino Filho e Pedro Cl?udio Duarte Pena (cabo da Pol?cia Militar).

Os sete homens foram pronunciados pelo juiz de Direito, Jucid Peixoto do Amaral, titular da Quinta Vara do J?ri, no dia 2 de julho passado. Contra eles pesa a acusa??o de terem premeditado e executado o plano do crime, fato que ficou evidenciado quando a Justi?a autorizou ? For?a-Tarefa da Pol?cia Civil quebrar o sigilo telef?nico dos acusados. Dezenas de liga?es telef?nicas (via celular e aparelhos fixos) revelam os di?logos entre os acusados, tramando assassinatos. As grava?es fazem parte dos autos.

O m?vel do crime seria uma d?vida que o chefe do grupo de exterm?nio, Firmino Teles, teria que quitar junto a Miguel Luiz Neto, seu ex-s?cio numa madeireira localizada na Avenida Os?rio de Paiva. Quando a sociedade entre os dois comerciantes foi rompida, Firmino foi obrigado, pela Justi?a, a pagar uma grande d?vida ao ex-parceiro, com parcelas mensais acima de R$ 100 mil.

No dia 27 de abril do ano passado, o comerciante Luiz Miguel Neto trafegava em sua caminhonete, em companhia de um funcion?rio, quando foi surpreendido por dois homens que ocupavam uma moto vermelha. Ele recebeu v?rios tiros ? queima-roupa, tendo morte instant?nea. Seu empregado, o ajudante Aur?lio Ribeiro Portela, tamb?m foi baleado, mas sobreviveu ao atentado.

Fonte: Diário do Nordeste, www.diariodonordeste.com.br