Homem atira filho de dois anos e depois se joga do último andar de prédio

Ele subiu para o último patamar do prédio, jogou o menino e depois se jogou

O delegado Carlos Henrique Fabrini, do 16º Distrito Policial, na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo, instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte de um consultor de 30 anos e do filho dele, de dois anos, por volta das 10h desta quarta-feira.

O gastrônomo André Nadas, de 36 anos, vizinho, foi quem avisou a polícia às 10h15, logo após a queda.

De acordo com o delegado, tudo indica que o homem jogou o filho do parapeito do prédio em que a criança morava com a mãe e depois se jogou. "As circunstâncias nós estamos esclarecendo. Efetivamente ele podia visitar a criança. Os detalhes nós precisamos investigar", afirmou. "A mãe está em estado de choque e ainda não pode depor", disse o delegado.

O delegado narrou a cena de acordo com o depoimento das testemunhas: "A criança estava com a babá. O pai chegou para ver a criança. Aí a babá pensou que ele fosse ficar com a criança dentro do apartamento e foi até a área de serviço. Quando ela retornou, ele estava fechando a porta com criança em cima do ombro, estava carregando ou levando a criança. Ele entrou no elevador e não deu tempo de ela (babá) falar mais nada. A babá pensou que ele fosse descer. Ele subiu para o último patamar do prédio, jogou o menino e depois se jogou", disse o delegado.

Segundo o delegado, o homem deu sinais de que alguma coisa fosse ocorrer. "Ele deixou um bilhete para a esposa ontem, dizendo que a amava muito e para que ela tivesse um bom plantão no trabalho dela. Segundo o que nós apuramos até agora, estava bem premeditado. Ele ligou para a mãe dele hoje e falou: "Mãe, se eu fiz alguma coisa, me desculpe, não tive a intenção". E desligou o telefone."

O delegado ouve testemunhas, entre elas colegas de trabalho, que dizem ter ouvido o homem comentar desde terça-feira que estava prestes a fazer uma loucura. "Eles foram atrás dele. Um deles estava entrando no prédio quando ouviu o barulho. Acho que faltou um pouco de comunicação entre as famílias."

Fonte: g1, www.g1.com.br