Homem detido por iniciar espancamento de cão afirma que 'não era para matar'

O caso aconteceu no domingo (8) no conjunto João Cassimiro.

O homem detido nesta quarta-feira (10) pelo espancamento até a morte de um cachorro, em vídeo gravado na cidade de Guarabira, Agreste paraibano, confessou o crime e disse que "não foi para matar". De acordo com o delegado Wallber Virgolino, ele era vizinho das outras pessoas envolvidas e foi o primeiro a praticar a agressão, que depois continuou sendo feita por uma idosa que aparece nas imagens.

"Não matei, não. Quem matou foi a mãe dela (da dona do animal). Eu passei porque morava perto, dei, mas não foi para matar. Quem matou foi ela, não eu", alegou o suspeito em vídeo do seu depoimento gravado pela Polícia Civil. O homem foi ouvido, liberado e deve responder ao processo em liberdade.

 Segundo a mulher que aparece no vídeo agredindo o animal, o cachorro era um problema. "Ele era muito bravo. Era a maior agonia, fiz porque era o jeito", disse a costureira de 80 anos, Filomena Idalina. A idosa e a filha foram detidas na segunda-feira (9), assinaram um termo e em seguida foram liberadas. O caso aconteceu no domingo (8) no conjunto João Cassimiro.

O autor do vídeo, que preferiu não se identificar, disse que estava em casa quando escutou os gritos, filmou toda a situação e ainda chamou a polícia.

Filomena confirmou, em entrevista, que matou o cachorro. Segundo ela, cuidar do cachorro era uma tarefa muito complicada. "Ele pegava os meninos do povo e de noite eu saia para pegar ele no rio", contou. FIlomena e a filha foram levadas à delegacia após o vídeo chamar a atenção de todos da cidade.

Segundo a polícia, enquanto o cachorro era espancado pela idosa, a filha e um homem acompanharam a ação. O animal estava amarrado por uma corda em uma árvore enquanto sofria a agressão.

Ainda segundo a polícia, a mulher confessou que matou o cachorro e o enterrou próximo à própria casa. O homem que acompanhou a ação e aparece ao lado da idosa no vídeo está sendo procurado e também poderá responder pelo caso.

Fonte: G1