Homem usuário de crack é acusado de torturar filha de 10 anos e vai preso

O sofrimento da menina começou no domingo à tarde e só terminou na tarde de segunda

Um usuário de crack foi preso no Catumbi, na Zona Norte do Rio, por policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), na noite de segunda-feira. O homem, de 35 anos, é acusado de torturar a própria filha, de 10. A menina brincava com amigos perto de casa, na Rua José Bernardino, na tarde de domingo, quando foi supreendida pelo pai, drogado. T. levou tapas que deixaram marcas em suas costas, pernas e braços. A menina também levou chineladas no rosto. O motivo para o castigo, segundo os agentes da Dcav, foi a reclamação de uma vizinha feita a Ramiro: uma pedrinha jogada por T. da laje de casa caiu no telhado da casa da mulher.


Homem usuário de crack é acusado de torturar filha de 10 anos e vai preso

O sofrimento da menina começou no domingo à tarde e só terminou na tarde de segunda - foram várias sessões de surras regadas a socos e tapas. Aproveitando um momento de ausência do pai, T. procurou uma vizinha. Chorando muito, a menina contou sobre a agressão e pediu para que a vizinha a adotasse, pois não queria voltar para casa temendo novos espancamentos. A mulher, revoltada, levou a menina até a Dcav. Os policiais, então, seguiram para a casa da família e prenderam o pai de T.

Segundo o delegado Marcello Braga Maia, titular da Dcav, ao verificar os antecedentes criminais do acusado foi constatado que ele é uma pessoa ?extremamente perigosa e violenta?. O acusado tem duas passagens por latrocínio (roubo seguido de morte) e uma por violência doméstica. Ainda de acordo com Marcello, o suspeito é temido pela vizinhança.

Além desta última surra, T. já teria sofrido outras agressões, sendo espancada, inclusive, com um pedaço de pau. A menina prestou depoimento acmpanhada de uma conselheira tutelar e contou que o pai a agredia quase todos os dias, por qualquer motivo. Ela disse que era ameaçada de morte. T. contou também que a mãe saiu de casa depois de constantes agressões.

Fonte: Extra