Reféns são feitos de escudo para bandidos em assalto a banco

Reféns que tinham sido levados pela quadrilha foram libertados após 2 horas

Imagens de um cinegrafista amador mostram o momento em que uma agência bancária foi assaltada por uma quadrilha armada, na manhã desta quarta-feira (8) na cidade de Campos de Júlio, a 692 quilômetros de Cuiabá. As gravações mostram quando um grupo de reféns é colocado em frente ao banco, como escudo humano, enquanto os assaltantes retiram o dinheiro do local.


Imagens mostram ação de quadrilha e reféns durante assalto a banco

De acordo com a Polícia Militar, a quadrilha, que tem entre 7 e 10 integrantes, estava fortemente armado. Os ladrões aterrorizaram clientes e funcionários do local por quase uma hora. Os assaltantes estavam vestidos com roupas camufladas e encapuzados. Depois de roubar uma caminhonete e pegar o dinheiro do cofre da agência, o grupo fugiu levando três pessoas reféns.

O coronel Cilso de Oliveira, comandante regional da região oeste da PM, confirmou que os três reféns, sendo o gerente do banco e dois funcionários, foram liberados pelos assaltantes às 12h30 [horário de Mato Grosso] próximo à cidade de Nova Lacerda. De acordo com o coronel, ninguém ficou ferido.

A filmagem mostra três assaltantes que atiravam várias vezes para o alto, enquanto cerca de 20 reféns estavam posicionados como escudo humano. Entre as vítimas, três mulheres, com medo, seguravam a mão uma da outra. A quadrilha obrigou que os homens ficassem sem camisa, um ao lado do outro.

Ainda em frente à agência, o grupo colocou duas caminhonetes, que foram utilizadas na fuga. Em outra filmagem os reféns são obrigados a andar junto com os assaltantes até os veículos, formando um "paredão humano".

Conforme a PM, reforços policiais das cidades de Cáceres, Comodoro e outros municípios foram acionados. Equipes da Força Tática da PM, Batalhão de Operações Especiais (Bope) e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) ajudam na perseguição aos assaltantes. Até o fechamento da matéria, nenhum suspeito havia sido preso.

(Foto: Divan de Souza/Arquivo pessoal)

Fonte: G1