Jovem achada morta em uma mala deixou forró com suspeito

Jovem achada morta em uma mala deixou forró com suspeito

Corpo de Valdirene Santana foi achado no Limão, no domingo (5).

A jovem Valdirene Santana dos Santos , de 21 anos, encontrada morta em uma mala na segunda-feira (6), havia deixado um bar na Zona Norte da capital paulista com o único suspeito do crime, segundo familiares.

A empregada doméstica foi vista pela última vez na noite de sábado (4) pela mãe e amigas com quem esteve em um forró. Ela saiu com um homem e só foi encontrada na segunda-feira, morta. O corpo foi achado no domingo (5), na Rua Leonel Furtado, no Limão, na Zona Norte de São Paulo.

"Minha mãe esperou por ela até a madrugada, mas ela não voltou. No outro dia fomos para hospitais, mas não encontramos. Só quando vimos na TV que uma mulher tinha sido encontrada em uma mala é que pensamos que poderia ser ela", conta o irmão, de 15 anos.

A família disse não conhecer o rapaz com quem Valdirene deixou o forró naquela noite. "Ela era uma pessoa tranquila, nunca fez mal a ninguém. Não dá pra entender tanta crueldade", conta a tia Ruth Aparecida de Jesus Santos.

Valdirene era mãe de uma menina de 6 meses e tinha quatro irmãos. A família veio da Bahia em 2009. "Se eles conseguirem, vão voltar para a Bahia porque não dá mais vontade de ficar aqui", diz a tia.

A jovem foi encontrada com ferimentos em diversas partes do corpo, sinais de espancamento e um "x" de sangue na testa, segundo a tia. A família afirma ainda que o suspeito não foi identificado - o caso é investigado pela polícia.

"É uma dor muito grande. Quem fez isso destruiu uma família", diz Ruth, emocionada.

O velório da jovem, que trabalhava como empregada doméstica, ocorria nesta manhã na casa de uma vizinha, também na Zona Norte da capital. No local, familiares e amigos se despediam com desespero. O sepultamento do corpo está marcado para as 13h, no Cemitério da Cachoeirinha.

O caso foi registrado no 40º Distrito Policial, na Vila Santa Maria, e depois encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Fonte: G1