Justiça concede guarda da filha de Elize aos avós paternos

Justiça concede guarda da filha de Elize aos avós paternos

A menina, de quase dois anos, ficará com os pais de Marcos, um dos herdeiros da Yoki Alimentos.

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a guarda provisória da filha do casal Elize Matsunaga, 30, e Marcos Matsunaga, 41, aos familiares do executivo.

A menina, de quase dois anos, ficará com os pais de Marcos, um dos herdeiros da Yoki Alimentos.

A mãe da criança está presa sob acusação de ter matado o marido. Ontem, a Justiça negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Elize.

Elize e Matsunaga se conheciam desde 2004 e estavam casados havia dois anos. Herdeiro da Yoki Alimentos, uma das maiores do setor no Brasil, vendida recentemente por R$ 1,75 bilhão, Matsunaga conheceu Elize quando ela era garota de programa.

Até a decisão da Justiça, a filha do casal estava sob os cuidados de uma tia de Elize, no apartamento onde vivia com os pais. A decisão da Justiça tem um prazo inicial de 180 dias para a guarda da menina.

Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual, Marcos foi morto com um tiro na cabeça pela mulher e, depois, foi esquartejado.

O crime ocorreu em 19 de maio, no apartamento onde o casal vivia, na Vila Leopoldina (zona oeste de São Paulo), e os pedaços do corpo de Marcos foram jogados em locais distintos de Cotia (Grande São Paulo).

Segundo sua defesa, ela matou Marcos após uma discussão na qual foi agredida por ele e também porque temia ficar sem a guarda da filha, em uma eventual separação do casal. A briga entre o casal começou porque Elize confrontou Marcos com a descoberta de uma traição por parte dele.

Elize foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público Estadual por homicídio triplamente qualificado (o que serve para aumentar a pena): motivo torpe (vingança), recurso que dificultou defesa da vítima e meio cruel. Ela também será processada por ocultação de cadáver.

Para a Promotoria, Elize matou e esquartejou o marido de maneira premeditada para se vingar porque era traída e também para ficar com R$ 600 mil de um seguro de vida da vítima.

Fonte: Folha