Justiça concede medida protetiva a pai que foi agredido pelo filho

Mesmo com a decisão judicial, o filho esteve na casa e voltou a ameaçá-lo.

A Vara da Infância, da Juventude e do Idoso de Campo Grande concedeu medida protetiva a um comerciante, de 65 anos, que foi agredido dentro de casa pelo filho, de 38 anos. A decisão, que foi cumprida no dia 25 de maio, determina que o filho fique a uma distância mínima de 100 metros do pai.

Mesmo com a decisão judicial, o filho esteve na casa do pai na noite de sexta-feira (1º) e voltou a ameaçá-lo.


Justiça concede medida protetiva a pai que foi agredido pelo filho

A medida protetiva foi pedida pelo delegado Wilton Vilas Boas. Ele informou ao G1 que a vítima chegou a registrar diversos boletins de ocorrência por lesão corporal e ameaça contra o filho. Em abril deste ano, o comerciante procurou a Polícia Civil após ser ameaçado e agredido pelo homem com um pedaço de madeira. Ele teve ferimentos em um dos braços por conta da agressão.

A filha da vítima, de 29 anos, que preferiu não ter o nome divulgado, informou que o irmão é usuário de drogas e já tentou agredi-la também. ?Ele é violento. Já ameaçou o meu pai e a minha mãe de morte várias vezes e, um dia, até tentou me bater, mas meu pai entrou na minha frente para me defender?, contou ela.

Ainda segundo a filha, o irmão foi casado e voltou a morar com a família após a separação. ?Ele trabalhava na área da construção civil como pintor, mas, por conta das drogas não conseguiu mais arrumar emprego?.

Apesar da decisão judicial, o filho esteve na casa do pai na noite de sexta-feira (1º) e voltou a ameaçá-lo. A família chamou a polícia e o homem foi detido e levado para a delegacia.

Segundo Vilas Boas, o filho vai responder pelo crime de desobediência à ordem judicial. Ele foi ouvido pela Polícia Civil e depois foi liberado. A filha da vítima afirmou ao G1 que a família está apreensiva e teme que o homem volte.

Ainda segundo o delegado, se o homem voltar a se aproximar da vítima, poderá ser preso. ?Se a medida protetiva não surtir efeito, vamos pedir a prisão preventiva dele?, afirmou Vilas Boas

Fonte: G1