Justiça decreta prisão de filho que assassinou jogadora de vôlei

Segundo a polícia, estudante Kléber Tadeu Galasso Gomes, 22, confessou o crime.

A Justiça decretou a prisão do filho da jogadora de vôlei Magda Aparecida Galasso Gomes, 53, morta no último sábado (11) em seu apartamento na região de Perdizes, na zona oeste de São Paulo. Segundo a polícia, estudante Kléber Tadeu Galasso Gomes, 22, confessou o crime.



Segundo o DHPP (departamento de homicídios), o rapaz admitiu ter mentido ao dizer que a mãe havia sido morta a facadas quando se jogou na frente de um ladrão para evitar que o filho fosse esfaqueado. A confissão aconteceu durante um interrogatório, ontem, ocorrido na frente de um casal de tios do jovem.

Aos policiais, Gomes disse ter convidado um traficante que vendia drogas na zona oeste para ir até o apartamento e "dar um susto na mãe", que, nas palavras do filho, "pegava muito em seu pé". Após a confissão, o estudante teve a prisão temporária (por 30 dias) decretada e passará esse período no 77º DP (Santa Cecília).

Segundo a polícia, uma cláusula contratual na compra do apartamento da vítima dizia que, caso Magda morresse, o imóvel seria quitado. Havia também um seguro de vida no valor de R$ 50 mil que tinha Kléber como beneficiário.

RETRATO FALADO

Com base nas informações do filho da jogadora, a polícia elaborou um retrato falado do homem que era apontado como o suspeito pelo crime.

De acordo com a versão inicial de Gomes, ela tinha sido golpeada com um faca na região do peito e do pescoço por um homem que teria feito o rapaz refém durante um sequestro relâmpago.

O jovem dizia ter sido rendido pouco antes, em um semáforo da rua Barra Funda, por dois homens em uma moto. A dupla teria levado R$ 400 e exigido o cartão de crédito dele.

Segundo afirmou Gomes, ele disse aos criminosos que o cartão estava em seu apartamento. Um dos assaltantes, disse o jovem, entrou no carro dele e o obrigou a levá-lo até o local.

Ele ainda tinha dito que assaltante que entrou com Gomes no apartamento roubou R$ 600, dois celulares, um punhal e uma faca de cozinha. Uma das armas foi usada no crime.



Fonte: Folha.com