Justiça do Piauí manda prender médicos do HUT e HGV

A direção do HUT e o Sindicato dos Médicos do Piauí repudiaram a determinação por considerar que ela é arbitrária

A Justiça do Piauí decretou a prisão de três médicos plantonistas, um do Hospital Getúlio Vargas e dois Hospital de Urgência de Teresina, por que eles se recusaram a ceder leitos na Unidade de Terapia Intensiva, já que não havia vagas. A direção do HUT e o Sindicato dos Médicos do Piauí repudiaram a determinação por considerar que ela é arbitrária.

De acordo com o diretor do HUT, Gilberto Albuquerque, após constatar que não havia vagas de UTI, os parentes dos dois pacientes conseguiram uma liminar especial para que o hospital cedesse as vagas em detrimento de outros pacientes que já as ocupavam. Durante a madrugada, os médicos receberam os pacientes, mas não os levaram para a UTI, esperando que as vagas fossem disponibilizadas. O paciente com traumatismo craniano ficou no HUT e outro, com trauma medular, foi encaminhado para o HUT.

Em razão disso, por volta das cinco horas da manhã de ontem, o oficial de Justiça que levou a liminar voltou com policiais para prender os médicos plantonistas, que só não foram presos porque não estavam no local. Um já havia ido embora e outro estava atendendo em outro setor.

Gilberto Albuquerque considera a atitude uma arbitrariedade, uma vez que, ao mandar prender os plantonsitas, a Justiça do Piauí ia deixar muitos pacientes sem cobertura, já que não haveria quem os substituísse.

Em nota o Sindicato dos Médicos repudiou a atitude. “Entendemos que a ordem emitida fora inadequada, passível de denúncia na Corregedoria do Tribunal de Justiça, por configurar abuso de poder por autoridade no exercício de atribuição Pública, inclusive porque a ordem foi emitida para pessoa ilegítima, já que o profissional médico não é o responsável pela disponibilidade de leitos nas UTIs”, diz a nota, e completa.

“Por fim, afirmamos que serão adotadas todas as medidas pertinentes ao caso, como forma de defesa da categoria profissional médica”.

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Fonte: Jornal Meio Norte