Justiça nega pela segunda vez a liberdade ao padrasto de Joaquim

Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Guilherme Longo tem perfil semelhante ao de um psicopata

A Justiça negou, nesta segunda-feira, o pedido de revogação da prisão temporária de Guilherme Longo, padrasto e principal suspeito da morte do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, em Ribeirão Preto (SP). De acordo com a decisão, há indícios da participação do técnico em TI no desaparecimento e na morte do menino. As informações são do Jornal da EPTV.


Justiça nega pela segunda vez liberdade a padrasto de Joaquim

Para a Justiça, caso fosse solto, Guilherme poderia fugir. Esta é a segunda vez que o padrasto do menino tem pedido desse tipo negado.

Ainda nesta segunda-feira, o delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Martins de Castro, afirmou que o perfil de Guilherme se assemelha ao de um psicopata. Segundo Castro, Longo manteve-se sempre frio ao longo da investigação.

Castro afirmou também que, até o momento, não há provas suficientes para o indiciamento da mãe de Joaquim, a psicóloga Natália Ponte.

Desaparecimento

O corpo de Joaquim foi encontrado no dia 10 de novembro de 2013, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto - cidade onde o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. No domingo, porém, a Justiça concedeu um pedido de prisão temporária dos dois, válido por 30 dias. O menino vivia com a mãe, o padrasto e o irmão, Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Fonte: Terra