MA: Professor é assassinado a facadas e crime seria homofóbico

O homicídio, segundo amigos da vítima, teria sido motivado por homofobia.

O ex-professor da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Cleides Antônio Amorim, de 42 anos, foi assassinado com uma facada, na madrugada de quinta-feira (5). O crime aconteceu quando a vítima estava em um bar com amigos, na cidade de Tocantinópolis (TO). O homicídio, segundo amigos da vítima, teria sido motivado por homofobia (discriminação ou aversão aos homossexuais).



De acordo com testemunhas que presenciaram o crime, Gilberto de Sousa teria chegado embriagado ao bar, dizendo que não gostava de homossexuais, depois discutiu com o professor e desferiu um golpe de faca na vítima, na altura do peito esquerdo, ocasionando a morte de Cleides. O crime chocou os moradores de Tocantinópolis, deixando organizações sociais revoltadas. O presidente do Grupo Ipê Amarelo Pela Livre Orientação Sexual (Giama), Renilson Cruz, se mostrou indignado com o assassinato, que considerou preconceituoso. "Esse é mais um crime homofóbico e covarde que não pode ficar sem punição, ninguém tem o direito de matar. Não justifica o fato de não gostar deles e isso poder acabar com a vida do ser humano", pontuou. Segundo o Giama, Cleides Amorim é o 28º homossexual morto no Tocantins.

O tenente PM José Ribamar Maciel Martins disse que o professor estava acompanhado de dois amigos e bebiam num bar, quando Gilberto de Sousa se aproximou e sentou à mesa ao lado. Testemunhas relataram que Sousa chegou ao local embriagado e começou a gritar "nessa mesa só tem veado", se referindo à mesa do professor.

Em seguida, ele teria discutido com a vítima, pegou uma faca, desferiu um golpe contra o professor e deixou o local. Revoltados, os amigos do professor destruíram a moto do autor do crime, que está foragido.

Histórico ? Cleides Antônio Amorim, natural de Goiás, era graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Maranhão (Ufma), no ano de 1996; e mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001). Ele foi professor da Uema e orientador de um grupo de Antropologia, coordenado pelo professor Sérgio Ferreti, na Universidade Federal do Maranhão (Ufma).

Atualmente Cleiedes Amorim era professor assistente, coordenador do curso de Ciências Sociais e ministrava aulas nas disciplinas de Antropologia II, Introdução à Metodologia da Pesquisa em Ciências Sociais, Sociologia da Educação e Tópicos Especiais em Antropologia, na Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Fonte: Jornal Pequeno