Mãe de vítimas de atropelamento passa mal em velório

Tyele, Caio e outras cinco crianças foram atropelados na última sexta-feira (25), enquanto brincavam

A mãe da menina Tyele Vitória da Silva, de quatro anos, e de Caio Tiago da Silva Ferreira, de dois, que morreram neste fim de semana após serem atropelados em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, teve que ser socorrida na manhã deste domingo (27), durante o velório dos filhos, no cemitério de Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro. Natyele Neves Marinho, que está grávida de sete meses, não aguentou esperar o enterro dos filhos, marcado para as 11h. Ela saiu do cemitério carregada por parentes e amigos.

Tyele, Caio e outras cinco crianças foram atropelados na última sexta-feira (25), enquanto brincavam de piquenique na calçada da rua Laura Arruda, na localidade Vila Tiradentes, no bairro do Éden. A menina chegou a ser socorrida no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, o de Saracuruna, em Duque de Caxias, também na baixada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada de sábado (26). O irmão também morreu.

Todas as vítimas já receberam alta, segundo a Secretaria de Saúde de São João de Meriti. Elas foram socorridas no PAM (Posto de Atendimento Médico) do município.

O atropelador, identificado como Jorge Luís Matias, 42 anos, morador do bairro onde ocorreu o atropelamento, foi preso na madrugada de sábado. Ele disse à polícia que tentava fazer o carro pegar, quando freou e não conseguiu parar o veículo.

Segundo o delegado Antonio Silvino, da Delegacia de Belford Roxo (54ª DP), Jorge Luís ainda apresentava sinais de embriaguez 13 horas após o acidente. Ele confessou que ingeriu bebida alcoólica no dia do atropelamento.

Jorge Luís foi autuado em flagrante por duplo homicídio doloso (com intenção de matar) e cinco tentativas de homicídio. Segundo o delegado, a atuação aconteceu com base no depoimento do tio de uma das vítimas, que contou que ele teria ameaçado as crianças antes do acidente.

- Ele teria dito que iria atropelar quem não saísse da rua. Jorge Luís nega, diz que o carro teve um problema com a bateria e ele tentou fazer o carro pegar no tranco. Como a rua é muito íngreme, o carro pegou velocidade, bateu em uma tábua de madeira e subiu a calçada. Ele diz que perdeu o controle.

Silvino explicou ainda que já foram feitas perícias no local do crime e no carro, que foi apreendido. Algumas testemunhas já foram ouvidas, mas a polícia pretende ouvir outras testemunhas e, principalmente, as outras vítimas.

- Depois de ouvir todas as vítimas e testemunhas, vamos aguardar os resultados dos laudos da perícia e os laudos cadavéricos e de corpo de delito das vítimas para concluir o caso.

Jorge Luís, que já tinha uma anotação criminal por posse de droga para consumo próprio em 2005, foi transferido para uma carceragem da Polinter.


Mãe de vítimas de atropelamento passa mal em velório

Fonte: r7