Mãe e padrasto são suspeitos de drogar e estuprar bebê de 1 anos

Mãe e padrasto são suspeitos de drogar e estuprar bebê de 1 anos

Mãe nega acusações e diz que a cocaína estava no meio dos brinquedos.

A mãe e o padrasto de uma menina de 1 ano e 8 meses são suspeitos de drogar a criança na cidade de Pirenópolis, a 127 quilômetros de Goiânia. Segundo a delegada Ginia Maria Eterna, a garota, que está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Anápolis, região central do estado, apresenta também sinais de violência sexual. A comprovação foi feita por meio de exames realizados no Instituto Médico Legal (IML), após solicitação do Conselho Tutelar.

A menina foi levada para um hospital de Pirenópolis na quinta-feira (30) com convulsões. Ela foi transferida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para Anápolis e, no caminho, sofreu parada cardiorespiratória. Sem conseguir identificar o problema da menina, os médicos fizeram um exame de urina e constataram altas doses de cocaína no organismo.

De acordo com a delegada Ginia Maria Eterna, responsável pelo caso, a mãe da garota nega qualquer envolvimento. A mulher de 28 anos está grávida de nove meses do terceiro filho ? ela tem outro filho de três anos - e não foi presa por falta de flagrante. O padrasto também está em liberdade.

Investigação

?A mãe diz que estava dormindo quando as crianças saíram da casa e ficaram brincando próximo da rua. De acordo com ela, entre os brinquedos, a menininha encontrou um papel alumínio que teria vestígios de cocaína?, explica a delegada. Os brinquedos foram apreendidos para averiguar se há vestígios de droga e como ela teria parado lá. ?Já instauramos inquérito para apurar possíveis maus-tratos e o crime de estupro de vulnerável?, conta Ginia Maria.

A pediatra da criança, Gina Tronconi, informou na noite desta sexta-feira (1º) que o quadro da menina é considerado grave. Ela respira com a ajuda de aparelhos. Horrorizada, a pediatra diz que é cedo para falar em sequelas, mas que o maior risco que a garota corre é o de morrer.

?Sinceramente, nunca tinha visto isso em 30 anos de profissão. Já vi inimagináveis tipos de agressão contra criança. Mas igual a essa, não. Ela chegou aqui e aparentemente não tinha sinais de maus-tratos. É chocante?, afirma.

Fonte: G1