Médico acusado de estupro e atentado violento contra pacientes pode ser solto

Após quatro meses preso, Roger Abdelmassih deve deixar a prisão ainda hoje

O médico especialista em reprodução assistida Roger Abdelmassih --acusado de estupro e atentado violento ao pudor contra ex-pacientes-- pode deixar a prisão ainda nesta quinta-feira. Ontem, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, concedeu um habeas corpus determinando a soltura do médico. Preso há quatro meses, Abdelmassih aguarda para ainda hoje a concessão de um alvará de soltura com caráter de urgência.

Ele está preso no 40º DP (Vila Santa Maria), em São Paulo. Fred Chalub/Folha Imagem Abdelmassih é acusado de atentado violento ao pudor e estupro contra ex-pacientes Abdelmassih, acusado de atentado violento ao pudor e estupro contra ex-pacientes Antes da decisão do Supremo, outros cinco pedidos de liberdade foram negados pela Justiça.

O recurso foi impetrado no STF na segunda (21) pelos advogados Márcio Thomaz Bastos e José Luis Oliveira Lima. Na decisão, Mendes afirma que a prisão preventiva do médico, "sem a demonstração de fatos concretos", resultou em "mero intento de antecipação de pena".

Os advogados do médico alegavam entre outras coisas, que não existia nenhum indício de que a liberdade dele afrontava a ordem pública, já que o médico teve seu registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina. Acusações Segundo o Ministério Público de São Paulo, Abdelmassih é acusado de 56 crimes sexuais.

Em geral, as mulheres o acusam de tentar beijá-las ou acariciá-las quando estavam sozinhas --sem o marido ou a enfermeira presente. Algumas disseram ter sido molestadas após a sedação.

Desde que foi acusado pela primeira vez, Abdelmassih negou por diversas vezes ter praticado crimes sexuais contra ex-pacientes. O médico afirma que vem sendo atacado há aproximadamente dois anos por um "movimento de ressentimentos vingativos". Abdelmassih também sustenta que as mulheres que o acusam podem ter sofrido alucinações provocadas pelo anestésico propofol, usado durante o tratamento de fertilização in vitro.

De acordo com ele, as pacientes podem "acordar e imaginar coisas". Segundo sua defesa, o médico nunca ficava sozinho com as pacientes na clínica, pois estava sempre acompanhado por uma enfermeira.

Fonte: FCMC