Médico é assassinado na porta de hospital em Fortaleza

O médico foi abordado quando descia a calçada do estacionamento do hospita

Itarema. A população da cidade de Itarema (a 190Km de Fortaleza) foi surpreendida com a notícia, na manhã de ontem, de um crime de pistolagem. A vítima foi o médico obstetra Edjanir Garcia de Sousa, 57, morto com vários tiros de pistola na porta do Hospital Municipal Natércia Rios. Edjanir Garcia deixava o hospital, por volta das 5h30, na companhia da auxiliar de farmácia, Lidiane Cavalcante Oliveira, 26, e foi atingido pelos tiros quando se encontrava dentro de seu carro, o Gol preto de placas HYZ-0925 (CE). Teve morte imediata.

Os tiros foram disparados a queima-roupa por um dos homens que ocupavam um carro vermelho. Segundo testemunhas, o médico foi abordado quando descia a calçada do estacionamento do hospital guiando o veículo.

?Eu tinha acabado de fechar o portão do hospital, quando ouvi os tiros, corri para ver o que estava acontecendo e vi quando dois carros, um preto e um vermelho, deixavam a frente do hospital, em alta velocidade?, disse o porteiro daquela unidade hospitalar.

A notícia da morte do médico se espalhou na cidade em poucos minutos o local do crime foi tomado pela população. Os tiros não chegaram a atingir a colega de trabalho do médico que presenciou a execução do obstetra. Aflita, ela foi encaminhada para dentro do hospital, onde conversou com o diretor do Hospital Natércia Rios, o médico Eça Conto, e revelou que os pistoleiros cobriram o rosto com capuzes.

Investiga

Para o delegado-regional de Acaraú, Jocel Bezerra Dantas, o crime se trata de pistolagem. ?O que temos que descobrir é quem mandou matar. Se foi um crime passional, uma morte ligada à política, ou se trata de alguém inconformada com seu serviço, alguém que talvez não tenha sido bem atendida por ele.?

Mais tarde, chegou a informação de que, numa estrada carroçável, na localidade de Juritianha (a 10Km do local do crime), um Gol vermelho estava pegando fogo e foi abandonado pelos pistoleiros.

Fonte: Diário do Nordeste