Menina morre após ser baleada na favela Para-Pedro, no Subúrbio do Rio

Menina morre após ser baleada na favela Para-Pedro, no Subúrbio do Rio

Irmão e tio da vítima também foram feridos por disparos. Moradores revoltados fizeram protesto e queimaram objetos.

Uma menina morreu após ser baleada na manhã desta segunda-feira (23) na favela Para-Pedro, em Colégio, na Zona Norte do Rio. O tio e o irmão da vítima também foram atingidos por disparos, segundo a Polícia Militar. Não se sabe se a menina foi ferida por traficantes ou policiais militares que fazem operação no local.

Maria Eduarda Ribeiro, de 12 anos, foi baleada na cabeça e socorrida pelo tio Silvano André da Silva, de 49, que também foi atingido no braço, mas chegou morta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rocha Miranda. Ainda de acordo com a PM, o sobrinho dela, Davi Araújo da Silva, de 7 anos, também foi baleado de raspão na cabeça, mas passa bem. Ele foi socorrido no PAM de Irajá.

Família acusa a PM

A irmã de Maria Eduarda, Vanessa Soares da Silva, mãe de Davi, acusa os policiais de terem atirado a esmo. "Eu estava no momento. Os policiais vieram e atiraram. Não tinha bandido, não tinha traficante na minha casa", conta. "A gente começou a gritar "assassino" e eles saíram correndo."

A família pede justiça. "Eu quero eles na cadeira. E eu sei quem atirou", afirma Vanessa. A mãe da vítima estava no trabalho no momento do crime, passou mal, foi medicada e levada para a casa de parentes.

A Polícia Militar, por sua vez, informou por meio de nota que três PMs localizaram criminosos na localidade conhecida como Santinho, quando teve início a troca de tiros. A corporação colocou à disposição da 27ª DP (Vicente de Carvalho), responsável pelas investigações, as armas dos agentes envolvidos na ocorrência e abriu um Inquérito Policial Militar para apurar o caso.

Por causa do crime, moradores revoltados faziam um protesto na Estrada do Colégio, e atearam fogo em objetos, bloqueando a via. A manifestação chegou a fechar os dois sentidos da Avenida Pastor Martin Luther King Júnior, por pelo menos meia hora e foi liberada às 10h15, com a chegada da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, de acordo com o Centro de Operações Rio.

A Polícia Militar realiza uma operação de cerco ao local para evitar a invasão de uma facção rival à comunidade desde o dia 14 de dezembro. Pelo menos quatro criminosos morreram e outras 10 pessoas foram presas na comunidade, de acordo com o comando do 41º BPM (Irajá).

Fonte: G1