Menores são mortas em Manaus supostamente por uso de pulseiras

Pulseira coloridas são conhecidas por suposta conotação sexual.

De acordo com a polícia de Manaus, o uso de pulseiras coloridas conhecidas pela suposta conotação sexual pode ter resultado na morte de duas adolescentes. Uma das jovens, de 14 anos, foi encontrada morta, na madrugada do último sábado (3), em um quarto de hotel, localizado no bairro Morro da Liberdade. Com o corpo, estavam seis pulseiras, que segundo a polícia, foram supostamente arrebentadas pelo autor do crime. A polícia suspeita ainda que o casal tenha utilizado drogas momentos antes do crime.

A ?brincadeira? das pulseiras funciona da seguinte forma: uma menina coloca diversas pulseiras de silicone coloridas no braço e um jovem tenta arrebentar um dos adereços. Cada cor representa um ?carinho?, que vai desde um abraço até a prática de sexo; quem arrebentar receberá a ?prenda? da dona da pulseira.

A outra possível vítima das pulseiras coloridas, também adolescente, foi esfaqueada na noite de sexta-feira Santa (2), no bairro Valparaíso, Zona Leste de Manaus. Ao lado do corpo da menor, foram encontradas duas pulseiras arrebentadas. Os dois casos estão sendo investigados pelo Departamento de Homicídios e Sequestros de Manaus.

Na semana passada, uma adolescente de 13 anos foi estuprada por pelo menos três rapazes, em Londrina (PR), por causa da "pulseira do sexo", segundo a polícia. Um deles tem 18 anos, e os demais, são menores de idade.

Polêmica

Em razão da gravidade do caso, o juiz da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Ademir Ribeiro Richter, proibiu a venda das pulseiras na cidade.A Câmara Municipal também discute a proibição.

Em São Paulo, o uso das pulseirinhas provocou polêmica entre pais, educadores e alunos. Fáceis e baratas de se comprar, as pulseiras viraram moda.

Um projeto de lei que proíbe o uso das pulseirinhas do sexo nas escolas da rede municipal de Navegantes (SC) foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores da cidade, no começo deste mês.

Fonte: g1, www.g1.com.br