"Minha mãe e minha irmã eram unha e carne", diz filho de suspeita de matar para ficar com genro

"Minha mãe e minha irmã eram unha e carne", diz filho de suspeita de matar para ficar com genro

Ele sabia do relacionamento extraconjugal da mãe, mas afirma que ela era ameaçada

O filho de Célia Forti, suspeita de ajudar o genro a matar a própria filha, concedeu entrevista ao R7 relatou que a mãe e a irmã tinham bom relacionamento. Renan Forti, de 18 anos, afirmou que sabia do caso amoroso entre Célia e o genro, mas que ela era ameaçada.

? Minha mãe e minha irmã eram unha e carne. Há quatro anos o meu cunhado traia minha irmã com a minha mãe, mas eu via o que ele fazia. Ele ameaçava minha mãe o tempo todo e cometeu o crime sozinho. Tenho fé que vamos provar a inocência dela.

Jéssica deixou uma filha, uma menina de quatro anos, que vive com a avó paterna. Renan diz que ele e o pai passaram a viver sozinhos e que enfrentam um período de depressão diante da tragédia.

? Eu perdi minha irmã que adorava, minha mãe está presa e não tenho quase contato com a minha sobrinha. Meu mundo desabou. Ele [o cunhado] colocou a culpa na mãe depois que viu o que tinha feito.

Jéssica Carline Ananias da Costa foi morta com mais de 25 facadas, no dia 9 de maio, em Apucarana (PR). O marido, que é advogado e tem 26 anos, foi preso no dia do crime e confessou ter desferido as facadas. Ele acusa a sogra de ter ajudado no crime.

Segundo a polícia, o marido tinha a intenção de simular um latrocínio, roubo seguido de morte. As investigações revelam que a sogra ficou com a neta e dois homens foram chamados para levar o carro do casal, como em um assalto. Os dois envolvidos também foram presos.

Segundo o delegado, ficou evidente a participação da sogra no crime, porque os dois passaram a tarde em um motel e ela cuidou da criança para o genro cometer o crime.

A Justiça aceitou denúncia contra quatro pessoas acusadas de participação na morte da jovem. De acordo com a 2ª Vara Criminal da cidade, três envolvidos foram acusados de homicídio qualificado. Um quarto homem responderá por fraude processual, por ter ocultado provas do crime. Ainda não há previsão da data de julgamento.

O marido de Célia Forti afirma ter perdoado a traição de sua mulher porque acredita que ela tenha sido vítima de chantagem e ameaçada pelo rapaz. Hamilton Ananias afirmou que soube do relacionamento dos dois apenas no dia do enterro da filha.

Fonte: r7