Misturas deixam cocaína colorida para dificultar a identificação

Misturas deixam cocaína colorida para dificultar a identificação

Chamada de "cocaína colorida", a nova mistura química é feita por meio de uma mistura de corantes que alteram sua cor original

Responsável por periciar todas as drogas apreendidas pelas polícias Civil e Militar do Pará, o Laboratório do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves tem recebido com frequência amostras de cocaína com diversas colorações. Chamada de "cocaína colorida", a nova mistura química é feita por meio de uma mistura de corantes que alteram sua cor original, o branco, transformando-a nas cores vermelho barrento, preto, roxo, marrom e cinza. A perita criminal Izameire Correa, gerente do Laboratório de Toxicologia Forense, explicou que a intenção dos traficantes é dificultar a identificação dos entorpecentes, já que as drogas ficam parecidas com produtos comuns, como rapadura e colorau.

"Hoje, a cocaína está sendo comercializada em outras cores para dificultar a sua identificação, tentar burlar os agentes policiais nas suas operações e para aumentar sua quantidade. Entretanto, polícia e perícia já estão preparadas para combater o que podemos chamar de nova modalidade de tráfico. A perícia é parte fundamental desse combate, pois somente por meio de nossas análises é possível afirmar se o que foi apreendido é ou não entorpecente", disse.

De acordo com Izameire, são realizados vários testes para identificar se o material é cocaína ou não. "A olho nu não é possível identificar se a substância colorida é ou não cocaína, somente após os testes é que confirmamos. É realizado, primeiramente, um teste de reação colorimétrica com reagentes apropriados, para saber qual substância está presente no entorpecente. Após esse teste, fazemos o exame chamado cromatografia, que nos ajuda na identificação de uma cor e que comparamos com a cor padrão de cada substância. Isso nos dá a confirmação final", afirmou.

Fonte: Terra