Mulher é alvejada com tiro na frente do seu filho, em plena luz do dia, quando saía para trabalhar

Mulher é alvejada com tiro na frente do seu filho, em plena luz do dia, quando saía para trabalhar

O ex-marido, Valter Gonçalves da Cruz, lamentou o ocorrido.

Angela Rodrigues Pereira, de 40 anos, foi assassinada na manhã deste sábado na rua Raul de Leoni, Vila Ieda, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, quando estava indo trabalhar. Douglas Pereira da Cruz, de 22 anos, o filho mais novo de Angela, estava com a mãe no momento do crime. Há cerca de três meses ela havia sofrido uma tentativa de assalto, mas escapou ao fugir do assaltante e entrar numa pizzaria. Por isso, Angela sempre pedia para que alguém a acompanhasse até o supermercado onde trabalhava, na Estrada do Campinho.

De acordo com Douglas, eles saíram de casa por volta das 5h40 e não chegaram a andar 100m, quando um homem correu em direção aos dois, engravatou Angela e mandou Douglas correr. O jovem estava batendo em portões das casas da rua para pedir socorro, quando ouviu um disparo. O autor do tiro fugiu levando a bolsa da mulher, e os vizinhos pegaram Angela e a levaram para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, onde ela faleceu.

Segundo a mãe da vítima, Nazia Rodrigues de Matos, de 61 anos, a filha estava recebendo ameaças por mensagens de celular e, por isso, andava diferente nos últimos dias.

? Todo mundo gostava dela, era uma filha muito querida. Ela era muito fechada, não conversava muito. Mas nos últimos dias ela andava agitada. Se estava varrendo o quintal e pisava numa folha, se assustava ? relata.

A primeira tentativa de assalto, que ocorreu de noite, fez com que Angela pedisse para mudar de horário no trabalho, entrando no turno da manhã. Nem isso evitou a tragédia.

Angela deixa outro filho, Wagner Pereira, de 25 anos. Casada há 25 anos, se separou recentemente. O ex-marido, Valter Gonçalves da Cruz, lamentou o ocorrido:

? Angela se dava bem com todo mundo. Está muito dificil morar no Rio de Janeiro.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH). De acordo com o delegado André Barbosa, ainda é muito cedo para divulgar qualquer linha de investigação do crime. Segundo ele, no local não há câmeras de segurança.

Fonte: Extra