Noivo de Vanessa diz que ignorava assédio antes da morte

Noivo de Vanessa diz que ignorava assédio antes da morte

Luiz Vanderlei de Oliveira afirmou que Vanessa seguia rotina normalmente

O noivo de Vanessa de Vasconcelos Duarte disse, na manhã desta quarta-feira (16), que desconhece que a supervisora de vendas tivesse sendo assediada por qualquer pessoa antes de sua morte. A afirmação foi feita durante entrevista ao jornal SP no Ar, da Rede Record.

Luiz Vanderlei de Oliveira falou que não ouviu nenhum comentário de Vanessa sobre qualquer tipo de assédio nem percebeu nenhuma mudança na rotina da noiva.

- Ela dormiu em casa no último dia, como fazia toda semana e saiu cedo para trabalhar. Na sexta, ela tem uma rotina de sempre fazer a unha. E foi fazer.

Oliveira contou que sabe o ?quão perto? a polícia está de prender o criminoso, mas que a família inteira torce para que o crime seja resolvido o mais rápido possível. Questionado sobre como está se sentindo, Oliveira disse que acha que ainda ?não caiu a ficha?.

- Tenho muita saudade. Não estou sentindo ódio, não estou sentindo raiva. É apenas tristeza e saudade [...] Nunca me passou pela cabeça [que pudesse ocorrer o assassinato]. Às vezes ela chegava em casa à noite. Eu moro ali há 34 anos, toda a minha vida. Eu nunca imaginava... A gente estava com a cabeça toda voltada para o casamento. A gente está esperando agora o desfecho para a gente ver como vai tocar a vida.

Crime

A supervisora Vanessa de Vasconcellos, de 25 anos, saiu de Barueri, na Grande São Paulo, às 8h de sábado (12) para encontrar as amigas em um posto de gasolina na Raposo Tavares, mas não chegou ao local combinado.

Na mesma tarde, o carro em que a supervisora estava foi encontrado abandonado e o banco traseiro tinha sinais de fogo. Como o veículo era do noivo dela, ele foi o primeiro a ser comunicado sobre o abandono do veículo. Depois, a família registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de Vanessa.

O corpo da jovem foi localizado no domingo (13) em uma mata da rodovia Raposo Tavares, em Cotia, e tinha sinais de espancamento e estupro. Segundo a Polícia Civil, a vítima tinha muitos ferimentos no rosto e estava seminua. A poucos metros de onde a vítima estava, a polícia apreendeu um preservativo e duas embalagens. O material será analisado.

Fonte: R7, www.r7.com