Oficialmente desempregado, goleiro Bruno volta atenções para julgamento do caso Eliza

Oficialmente desempregado, goleiro Bruno volta atenções para julgamento do caso Eliza

Contrato do jogador com o Flamengo terminou no dia 31 de dezembro de 2012

Oficialmente sem contrato com o Flamengo, já que o vínculo entre clube e jogador venceu nesta segunda-feira (31), o goleiro Bruno Fernandes está com as atenções voltadas para o julgamento em que é acusado de participação no desaparecimento e morte da ex-modelo Eliza Samudio.

Segundo um dos defensores de Bruno, Tiago Lenoir, o foco, no momento, é o processo e a tentativa de garantir que o jogador seja solto após o júri, remarcado para o dia 4 de março de 2013. O julgamento foi desmembrado após um pedido de outro advogado do jogador, Lúcio Adolfo, que, assim como Lenoir, foi indicado pelo goleiro durante o primeiro julgamento, em novembro de 2012.

? Nós estamos trabalhando pela soltura dele, e depois é que ele vai definir o que vai fazer da vida dele, se ele acha que vai dar para voltar a jogar futebol ou não.

De acordo com Lenoir, Bruno "nem mesmo tocou no assunto futebol" com os defensores na última visita, que aconteceu no dia depois do Natal.

? Ele está preso, e quanto ao futebol não tem como fazer nada. Falar de alguma coisa relativa ao futebol com ele preso não adianta.

Ainda segundo Lenoir, apesar da confissão de Macarrão de que Bruno teria sido o mandante da morte de Eliza, e que rendeu uma condenação de 15 anos de prisão ao amigo, o jogador está tranquilo.

? O Bruno está bastante confiante, está tranquilo em um bom resultado no julgamento de março.

Propostas

Para Rui Pimenta, advogado que foi destituído por Bruno do júri popular de novembro, mas que continua representando o jogador no pedido de habeas corpus que tramita no STF, Bruno irá retornar aos gramados ainda em 2013. Sem revelar nomes, ele afirma que times brasileiros já fizeram sondagens pelo goleiro, para que ele volte a jogar assim que conseguir a liberdade.

Ainda segundo Pimenta, a expectativa é que o habeas corpus seja liberado antes do novo julgamento, em março. Ele afirma que o pedido foi de liberdade até que o pedido seja considerado transitado em julgado, o que pode demorar alguns anos, caso a defesa recorra de uma possível condenação.

? Mesmo se ele for condenado, o Bruno pode ficar uma temporada boa em liberdade. Acredito que uns sete, oito anos, pelo menos.

Fonte: r7