Padre nega ter usado dinheiro da igreja com sexo com garotos de programa

Gray foi responsável pela paróquia entre janeiro de 2003 e abril de 201

O padre Kevin J. Gray, 64, do estado Americano de Connecticut, negou nesta quarta-feira (21) no tribunal ter furtado US$ 1,3 milhão ao longo de sete anos para gastar com garotos de programa, roupas casas e hotéis e restaurantes de luxo.

O ex-pastor da paróquia do Sagrado Coração em Waterburi foi acusado formalmente em 6 de julho por roubo em primeiro grau. Seu advogado, Dennis Harrigan, afirmou nesta quarta na Corte Superior de Waterbury que seu cliente é inocente.

Gray foi responsável pela paróquia entre janeiro de 2003 e abril de 2010, quando recebeu licença médica. Depois, foi suspenso de suas funções.

Ele está preso, sob fiança de US$ 750 mil.



De acordo com o capitão Christopher Corbett, Gray usou o dinheiro para hospedagens em hotéis como o Waldorf-Astoria e roupas de grifes famosas, entre as quais, ternos Armani e Brooks Brothers. O padre também teria bancado a faculdade e aluguéis de dois homens que ele conheceu, disse o policial.

?Nós estamos profundamente tristes pelos eventos que provocaram um grande impacto na paróquia do Sagrado Coração?, disse a Arquidiocese de Hartford em um comunicado à época da prisão.

?No plano financeiro, a arquidiocese continua a trabalhar com a paróquia para melhorar seus controles financeiros e na melhor forma de abordar as questões decorrentes da situação, tais como cobertura de seguro e dívida pendente", diz o comunicado. "No plano espiritual, continuamos a orar pela cura e consolo para a família paroquial, e pela orientação e reconciliação do padre Gray, para enfrentar o processo judicial que o aguarda."

A própria arquidiocese havia pedido para a polícia investigar as finanças da paróquia após ter detectado que o padre Gray havia gastado mais de US$ 1 milhão (R$ 1,7 milhão) para uso pessoal. A soma inclui parte das reservas da paróquia e dinheiro que deveria ter sido usado no pagamento de débitos, como seguro, disseram funcionários da igreja.

Fonte: g1, www.g1.com.br