Pagodeiro acusado de matar ex-esposa continua foragido

O músico foi orientado pelo advogado de defesa a não se apresentar à Justiça

Um ano após a morte da operadora de caixa Andréia Cristina Nóbrega Bezerra, em Guarulhos, na Grande São Paulo, o pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, acusado do assassinato da ex-mulher, continua foragido. O músico foi orientado pela defesa a não se apresentar à Justiça. O advogado dele, Mauro Nassif, o mesmo que defendeu Suzane Ritchthofen, acredita que ele possa sofrer agressões na cadeia. O defensor afirmou à reportagem do R7 que Evandro está "vivendo livre, com a atual mulher e o filho novo".

Em 18 de novembro do ano passado, Andréia e o filho, na época com seis anos, despencaram do terceiro andar do prédio onde viviam. A mulher caiu de uma altura de cerca de 10 m, bateu num parapeito e caiu na calçada. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. A criança sofreu um ferimento no maxilar e sobreviveu, pois ficou pendurada na marquise do edifício. As câmeras de segurança do prédio flagraram Evandro saindo do edifício, momentos após a queda de Andréia e do filho.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, o casal discutiu no apartamento, Evandro cortou a mangueira de gás da cozinha e ameaçou a ex-mulher com uma faca. Para se defender, Andréia se jogou da janela. Já a versão da defesa de Evandro é que a mulher cortou a mangueira de gás para se vingar do músico e, em seguida, se jogou da janela. Nassif disse que Andréia estava com ciúmes de Evandro após a separação do casal.

Um pedido de liberdade está em andamento no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e deve ser julgado pela ministra Laurita Vaz em março de 2010. Em dezembro de 2008, pedido semelhante foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que decretou a prisão preventiva de Evandro. Desde então, ele é considerado foragido da Justiça. O pagodeiro é acusado de homicídio doloso, quando há intenção de matar, e tentativa de homicídio em relação ao filho.

Depoimento da criança

Em dezembro deste ano, o filho do casal será ouvido pela Justiça em São Caetano do Sul, no ABC. O depoimento será colhido em uma sala especial por duas psicólogas. Elas vão estar com um ponto no ouvido para reproduzir as perguntas da Promotoria e da defesa de Evandro.

Em depoimento à polícia no ano passado, foi pedido que a criança fizesse desenhos para relatar o que presenciou no apartamento, momentos antes de despencar do terceiro andar. Em uma das ilustrações, havia um homem com uma faca na mão e uma mulher segurando uma criança no colo.

Fonte: R7, www.r7.com