Pai de atropelador de Rafael confirma pedido de propina

Pai de atropelador de Rafael confirma pedido de propina

Filho da atriz Cissa Guimarães morreu em 20 de julho após ser atropelado

O pai do atropelador do músico Rafael Mascarenhas, Roberto Bussamra, confirmou durante audiência na Auditoria da Justiça Militar do Rio, nesta quinta-feira (9), que policiais militares pediram R$ 10 mil para liberar seu filho, Rafael Bussamra, após a morte do jovem. Dois PMs são acusados do crime e estão presos na Unidade Prisional da Polícia Militar, em Benfica, na Zona Norte.

Rafael Mascarenhas era filho da da atriz Cissa Guimarães, e morreu no dia 20 de julho, após ser atingido no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul do Rio.

O cabo Marcelo Bigon e o sargento Marcelo Leal já foram indiciados pela Justiça Militar por corrupção passiva. Os advogados dos policiais, no entanto, negam as acusações.

A audiência de prova de acusação do processo é presidida pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros. A juíza ouve seis testemunhvas, sendo três civis e três militares. Entre os civis estão o próprio Rafael Bussamra e o carona do segundo carro que estava no túnel no dia do atropelamento, Gustavo Bullus.

No processo, os policiais militares são acusados de corrupção passiva, falsidade ideológica e de descumprimento de missão.

Indiciamentos pela polícia civil

No dia 2 de setembro, a delegada Bárbara Lomba, da 15ª DP (Gávea), responsável pelas investigações do caso, divulgou que Rafael Bussamra foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar. O amigo, Gabriel Henrique Ribeiro, de 19 anos, motorista do outro carro que estava no túnel também foi indiciado pelo mesmo crime por estar no local interditado em alta velocidade. Eles vão responder ainda por fuga de local do acidente.

De acordo com a polícia, Rafael Bussamra também foi indiciado por corrupção ativa, junto com o pai, o empresário Roberto Bussamra. Os dois, além de Guilherme Bussamra, irmão de Rafael, foram indiciados ainda por fraude processual, por tentar ocultar provas, adulterando o veículo.

Em depoimento Roberto admitiu que pagou R$ 1 mil de propina a dois PMs do 23° BPM (Leblon), que teriam pedido R$ 10 mil para desfazer o local do acidente e evitar a prisão em flagrante do motorista. Os PMs foram indiciados por corrupção passiva.

De acordo com a delegada Bárbara Lomba, a pena para o motorista Rafael Bussamra pode chegar a 34 anos de prisão, somando os crimes de homicídio doloso, corrupção ativa, fuga e fraude processual.

Fonte: g1, www.g1.com.br