Pára-quedista paulista morre após salto de 10 mil pés no Ceará; equipamento não abriu

Nem o equipamento principal nem o reserva abriram e o corpo ficou mutilado com o impacto

Quixadá. A Polícia Civil de Quixadá investiga as causas da morte do corretor de valores Natã Firmino da Silva, 45. Ele perdeu a vida, no último sábado, quando participava de uma sessão de pára-quedismo nesta cidade (a 158 km da capital) . Ao saltar de aproximadamente 10 mil pés, nem o equipamento principal nem o reserva abriram. O corpo do pára-quedista ficou mutilado com o impacto no solo.

Segundo o inspetor Cláudio Nogueira, a vítima foi encontrada num matagal, a cerca de dois quilômetros do aeroporto da cidade. Natã era afiliado à Confederação Brasileira de Pára-quedismo (CBPq) e já tinha mais de 100 saltos. Se dedicava ao esporte desde os 18 anos. As informações foram colhidas com outros pára-quedistas que haviam fretado o monomotor Skydiver prefixo PTIGB 182 para realizarem os saltos.

O instrutor da Federação Cearense de Pára-quedismo, Falcão Costa, coordenava os treinos. Com mais de 24 anos dedicados à modalidade, declarou à Polícia que acompanhou do chão a queda do paulista que havia passado a morar em Fortaleza faz dois anos. No momento, o instrutor socorria a pára-quedista Terezinha Fernandes do Nascimento que havia sofrido uma luxação.

Na opinião do instrutor, o pára-quedista perdeu a consciência ao pular do avião. Era a primeira vez que ele saltava com a turma orientada por sua equipe. Ao prestar depoimento à Polícia, Falcão Costa esclareceu que os dispositivos que acionam o pára-quedas não foram acionados. Estavam nos seus slots. A esposa da vítima contou que recentemente Natã havia se queixado de dores no peito, chegando a procurar um médico para exames.

Fonte: Diário do Nordeste, www.diariodonordeste.com.br