Preso suspeito de matar prostituta por asfixia e abandonar corpo em carro

O corpo foi encontrado já em estado de rigidez cadavérica dentro de um veículo.

A Polícia Civil da Paraíba informou nesta segunda-feira que prendeu Jônathas Linhares Santana, 32 anos, acusado de assassinar por asfixia Natália Clementino Costa, 25 anos, que trabalhava como garota de programa, no mês de maio, em João Pessoa. O corpo foi encontrado já em estado de rigidez cadavérica dentro de um carro, no bairro Jardim Oceania. A prisão foi realizada no último dia 25 de outubro, com o apoio da Polícia Civil de Brasília (DF). Segundo os investigadores, ele já havia tentado matar outra garota de programa em 2011.



O delegado Everaldo Medeiros, responsável pelo caso, afirmou que o assassinato foi premeditado. ?Não temos dúvidas que o acusado planejou todo o crime. Sabia tudo que iria executar contra Natália naquela madrugada?, disse. Ainda segundo o delegado, com uma investigação rigorosa foi possível traçar todos os passos dele no dia do crime. ?Reunimos provas fortes de que foi o Jônathas que matou por asfixia Natália Clementino e abandonou o corpo no Jardim Oceania?, afirmou.

De acordo com as investigações, o acusado teria ido de carro até um supermercado no Retão de Manaíra e, ao chegar lá, seguiu de táxi para um motel da cidade. Logo após, reservou uma suíte, pediu para trocar de quarto e solicitou à recepcionista do motel uma ligação para um celular, que foi identificado como o de Natália. Ela chegou ao local no próprio carro e foi para a suíte onde estava Jônathas. No início da manhã, foi registrada pelo estabelecimento a saída dos hóspedes no carro de Natália. O circuito de câmeras mostrou o momento exato da saída. O carro da vítima foi encontrado horas depois no Jardim Oceania.

As informação do laudo pericial afirmam que o corpo foi localizado cerca de 12 horas depois do homicídio. ?Temos imagens nítidas do acusado e vítima chegando ao motel, mudando de quarto algumas vezes e saindo do local. Ela foi morta no motel e o corpo levado dentro do carro dela e abandonado no Jardim Oceania. Ele trancou o carro e jogou a chave fora. Depois, seguiu de táxi até o carro dele que estava estacionado em um supermercado. Jônathas Linhares disse que a morte da garota foi um acidente, mas laudos comprovam que ela foi torturada e assassinada por meio de asfixia mecânica, ou seja, com o uso das próprias mãos do autor do crime?, disse o delegado.

Ao ficar responsável pelo caso, Everaldo Medeiros seguiu com duas linhas de investigação. ?A primeira seria por motivos passionais, e a segunda, relacionada ao trabalho exercido por Natália. Depois de ouvir várias pessoas ligadas à moça, chegou-se a uma outra garota de programa que tinha sofrido violência parecida no ano de 2011. Com o depoimento, a Polícia Civil desconfiou da existência de um assassino em série. Um levantamento foi realizado usando os contatos feitos por Natália no dia de sua morte, daí foi possível chegar ao motel onde Natália marcou o encontro com Jônathas Linhares?, explicou.

A moça que sofreu a violência em 2011 reconheceu o acusado através de fotografias das redes sociais. Além disso, os policiais conseguiram identificar o taxista que levou Jônathas até o motel na madrugada do homicídio. Familiares da vítima reconheceram o veículo de Natália nas imagens do circuito de câmeras.

Com as informações, a Polícia Civil descobriu que Jônathas Linhares teria passado pela cidade de Patos, no Sertão da Paraíba e depois foi morar em Brasília (DF), portando documentação no nome de Edilson César de Azevedo. O acusado passou a trabalhar em um firma de manutenção de aparelhos de ar condicionado, e a troca de identidades dificultou sua localização. Mas, com a contribuição de agentes e delegados do Distrito Federal, foi possível encontrá-lo e, consequentemente, prendê-lo. O motivo real do crime ainda será levantando em depoimento do acusado.

Jônathas Linhares já responde processo pela Lei Maria da Penha por ter agredido a mãe. Agora, ele segue à disposição da Justiça e, se condenado, responderá pelos crimes de homicídio qualificado e falsidade ideológica.

Fonte: Terra