Pernambucano que morreu em explosão na PF é enterrado no Recife

Familiares e amigos acompanharam o enterro

O pernambucano Maurício Barreto da Silva Júnior, de 37 anos, que morreu na na explosão da sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) do Amazonas, em Manaus, ocorrida na última sexta-feira, foi enterrado neste domingo (1), pouco depois das 11h. O enterro aconteceu no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Região Metropolitana do Recife. A família não falou com a imprensa.

O perito criminal Lehi Sudy dos Santos, que acompanhou o traslado do corpo de Maurício para o Recife, foi um dos primeiros a entrar na sala onde ocorreu a explosão. "Eu não sabia que eles estavam lá. Ouvimos uma explosão muito forte e, quando entramos, corremos para socorrê-los", afirmou.

O assessor de imprensa da PF em Pernambuco, Giovani Santoro, que estava no enterro, disse que o órgão só irá se pronunciar sobre o acidente após a conclusão da perícia.

Além de Maurício, também morreram no acidente os peritos Max Augusto Neves Júnior e Antônio Carlos Oliveira. Um outro perito, Marcos Antônio Mota Ferreira, teve ferimentos leves e foi liberado do hospital na sexta.

Maurício, que era engenheiro químico, trabalhava na PF desde julho de 2007. Ele era casado e deixa uma filha de apenas 4 meses.

O INCÊNDIO - A PF não descarta a hipótese de a explosão ter sido provocada por um mecanismo detonador, que estaria dentro de um cilindro que os peritos tentavam abrir. Não há indícios de atentado, mas nenhum hipótese foi descartada até agora.

O departamento onde ocorreu a explosão fica sob a carceragem, onde estão sete presos. Nenhum deles ficou ferido. Segundo um agente federal, o local foi afetado, o que forçou a transferência dos presos para o Instituto Penal Antonio Trindade, também em Manaus. Um das testemunhas afirmou que uma das vítimas saiu com o couro cabeludo queimado. Outro funcionário, disse a testemunha, perdeu a mão direita na explosão.

A explosão foi seguida de um princípio de incêndio no local. Toda estrutura do laboratório, utilizado para análises de drogas e outros materiais apreendidos, ficou comprometida pelo fogo. Parte do telhado do prédio foi arrancada com a explosão. O imóvel foi interditado e uma perícia no local deve começar neste domingo.

Fonte: AE/G1