SP: Perseguição policial teve 16 atropelados no Brás

Os policiais estavam na região para apurar uma denúncia de que pessoas armadas estariam andando no local

m total de 16 pessoas, entre comerciantes e frequentadores da Feirinha da Madrugada do Brás, no Centro de São Paulo, ficaram feridas após serem atropeladas por um carro em fuga na madrugada desta quinta-feira (30), segundo informações da Polícia Militar. Inicialmente, a PM havia informado que 11 pessoas tinham ficado feridas.

De acordo com a PM, nove pessoas já haviam sido atendidas em hospitais e liberadas até às 10h30. Outras sete aguardavam atendimento ou estavam em observação. Uma delas foi atendida no pronto-socorro do Pari com um ferimento ortopédico. Nenhum dos feridos teve lesões graves.



De acordo com a PM, os policiais estavam na região para apurar uma denúncia de que pessoas armadas estariam andando no local. Seis criminosos haviam acabado de roubar o Corolla de um comerciante chinês. Ao verem a PM, três não tiveram tempo de entrar no veículo e acabaram detidos. Os outros três fugiram, perderam o controle do veículo e causaram o acidente. Eles conseguiram escapar a pé e são procurados pela polícia.

Após o atropelamento, uma comerciante boliviana que havia tido sua mercadoria roubada nesta madrugada reconheceu um dos detidos, um adolescente, como autor do crime.

Segundo o delegado Benedito Anselmo da Silva Neto, do 12º Distrito Policial, no Pari, para onde o caso foi encaminhado, os três detidos não tinham passagem pela polícia. Um homem de 21 anos negou envolvimento no roubo do carro. Ele vai responder por dois roubos consumados e corrupção de menores. Já dois adolescentes, um de 16 e outro boliviano de 17 anos, serão encaminhados ainda nesta quinta para a Fundação Casa e devem responder por ato infracional.

Testemunhas

Comerciantes que presenciaram o atropelamento disseram que o veículo derrubou todas as pessoas por quem passou. O acidente ocorreu por volta das 5h30, horário em que a Feirinha da Madrugada está em funcionamento e o movimento de pedestres e ambulantes é intenso.

A vendedora Daina Cristina da Silva, de 21 anos, que trabalha em uma loja de esquina em frente ao local onde aconteceu o acidente, disse que o veículo modelo Corolla que trafegava pela Rua São Caetano não chegou a fazer a curva para pegar a Monsenhor de Andrade. ?Eles nem tentaram fazer a curva. Eles derrubaram todos que estavam na frente. Foi um efeito dominó?, disse. ?Não teve tiro nem nada, mas o pessoal se assustou muito. Foi terrível?, contou.

Já a vendedora chinesa Celina Guo, de 26 anos, na hora do acidente, estava amamentando seu bebê de três meses próximo da porta da loja que fica na frente do poste com o qual o veículo colidiu após atropelar as vítimas. ?Foi tudo muito rápido. Um cliente que estava na calçada veio parar dentro da loja com o impacto?, declarou. Ela e o bebê não se feriram.

Fonte: g1, www.g1.com.br