Polícia acha na favela da Rocinha arma capaz de derrubar até avião

Polícia acha na favela da Rocinha arma capaz de derrubar até avião

Além da metralhadora, foram apreendidas 129 armas de fogo – incluindo 73 fuzis e 38 pistolas.

Em três dias de ocupação das forças policiais na Rocinha e no Vidigal, na Zona Sul do Rio, a polícia já apreendeu mais de 120 armas, entre elas uma metralhadora que, segundo a polícia, é capaz de derrubar um avião de pequeno porte. A arma foi encontrada nesta terça-feira (15). Além da metralhadora, foram apreendidas 129 armas de fogo ? incluindo 73 fuzis e 38 pistolas.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, no balanço oficial divulgado na terça-feira (15), o alto número de apreensões revela o "forte poderio militar e econômico que os traficantes da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu deixaram enterrados ou escondidos em diferentes pontos das três comunidades."

E mostram uma nova realidade, segundo a Secretaria: "com a segurança gerada pela presença das forças de Pacificação, as comunidades sentem-se mais seguras para denunciar e estão ajudando decididamente a polícia a encontrar os esconderijos de drogas, armas e várias outras peças apreendidas."

Além das armas, foram apreendidos também: mais de 350 kg de drogas (maconha, cocaína, pasta de cocaína, crack e esctasy), 23 mil munições, 148 explosivos (bombas caseiras, granadas e rojões), 510 carregadores, quase 150 motos roubadas ou irregulares, cerca de 20 mil mídias piratas (CDs e DVDs), 51 cartões de crédito e 100 cartões para clonagem, 62 máquinas de caça-níqueis e 47 radiotransmissores. Três centrais de ?gatonet? (TV a cabo clandestina) foram desativadas.

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) descobriu três esconderijos de armas e um laboratório de refino a partir de denúncias da comunidade.

De acordo com a secretaria, a Operação Choque de Paz continuará nos próximos dias, sem data definida para acabar, com policiais civis e militares continuando a ?varredura? das três comunidades, a partir de investigação e também com base nas denúncias recebidas.

Fonte: G1