Polícia apresenta suspeito e encerra as investigações de caso de estupro

Polícia apresenta suspeito e encerra as investigações de caso de estupro

Homem de 26 anos confessou ter matado estudante em Itajubá, MG.

A Polícia Civil de Itajubá (MG) divulgou nesta terça-feira (4) a identidade do suspeito de estuprar e assassinar a estudante Déborah Oliveira, em agosto do ano passado. Em depoimento para a polícia, Benedito Mauro Divino, de 26 anos, confessou a autoria do crime que chocou a cidade.

EPTV Sul de Minas teve acesso com exclusividade a partes do depoimento. O suspeito contou que entrou na construção localizada no bairro Morro Chic para consumir drogas e roubar fios de cobre. Ele alega que no início tentou assaltar a jovem, mas que ela começou a gritar e então a levou para dentro da obra. Em seguida, o suspeito assumiu a autoria do crime.

Segundo o delegado Pedro Henrique Bezerra, o caso está encerrado e as investigações correram dentro do prazo. ?A polícia encerrou as investigações deste caso. Todo o laudo, material e depoimento apontaram para o Benedito. O inquérito foi concluído, emitido à Justiça e o Ministério Público de Minas Gerais já ofereceu denúncia pelos crimes de roubo, estupro e homicídio triplamente qualificado?, afirmou.

Ainda de acordo com o delegado, o suspeito agiu sozinho. ?Tudo aponta para que ele tenha agido sem a ajuda de terceiros, mas caso surja uma nova informação a Polícia Civil vai investigar?, completou.

No final de dezembro, a Polícia Civil comunicou que havia um suspeito, mas não revelou a identidade dele. A reconstituição do crime foi feita no local do assassinato com a presença do suspeito. Todo o procedimento durou cerca de 4h.

A polícia ainda afirmou que o suspeito estava preso desde outubro do ano passado no Presídio de Itajubá. A polícia teria chegado ao homem porque ele é suspeito de ter estuprado outra jovem dois meses depois de matar Déborah, durante a saída temporária do presídio. Os exames feitos no material colhido nas jovens confirmaram que são da mesma pessoa.

O suspeito continua preso no Presídio de Itajubá.O caso

O corpo da universitária foi encontrado com marcas de estrangulamento por volta das 17h30 do dia 15 de agosto de 2013 no 2º piso de uma casa em construção na Rua Alameda Esperança, no Bairro Morro Chic. Conforme a polícia, o local fica no caminho que a estudante costumava fazer para voltar para casa. Déborah Oliveira estava desaparecida desde a noite do dia 14, quando saiu da Unifei, onde estudava, e não foi mais vista. Ainda segundo a polícia, há suspeita de que ela tenha sido estuprada.

Déborah era aluna do 2º período de sistemas de informação, na Unifei. Segundo depoimentos de amigos à polícia, a estudante deixou a universidade por volta das 21h20, antes do fim da aula. Ela teria dito que iria embora porque estava cansada e resfriada, e deixou o local a pé. Conforme a família, diferente do que estava sendo divulgado antes, Déborah teria saído de seu caminho habitual naquele dia. A região é conhecida como Alameda e à noite é praticamente deserta. Segundo moradores, o local é constantemente frequentado por andarilhos e usuários de drogas.

A família já havia feito o boletim de ocorrência informando o desaparecimento da jovem na noite do dia 14, quando ela não chegou em casa. Os familiares ainda tentaram contato com amigos e conhecidos e espalharam cartazes pela cidade com a foto da universitária no dia seguinte.

No momento em que o corpo foi encontrado, um auxiliar de serviços gerais, que antes a polícia acreditava que fosse um andarilho, saía do local. Com ele, os policiais encontraram uma sacola com peças íntimas femininas e uma delas seria de Déborah.

No entanto, diferente do que a polícia acreditava no início, as peças de roupas íntimas encontradas com o suspeito, no momento da prisão dele, não eram da estudante. No final de setembro, cerca de 40 dias após o crime, uma calcinha foi encontrada pela polícia no bolso do casaco que a vítima usava no dia em que foi morta. O principal suspeito do crime, um auxiliar de serviços gerais que ficou preso por 43 dias, foi solto por falta de provas e um novo material foi colhido para o exame de DNA.


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Fonte: G1