Polícia de Paris prende 12 pessoas relacionadas ao atentado à Charlie Hebdo

Depois, vai se reunir com o presidente francês, François Hollande.

Pelo menos 12 pessoas foram detidas na madrugada desta sexta-feira (16) em Paris em uma operação policial relacionada com os atentados da semana passada, informou a procuradoria da capital francesa.

Os detidos, nove homens e três mulheres, serão interrogados sobre o possível apoio logístico que podem ter fornecido aos criminosos, com armas e veículos. Nos últimos dias, os investigadores vigiaram pessoas localizadas a partir de elementos de DNA e de escutas telefônicas realizadas no entorno dos irmãos Said e Cherif Kouachi e de Amedy Coulibaly, que assassinaram 17 pessoas em vários ataques ao longo de três dias.

As investigações seguem em andamento nas localidades de Montrouge, onde Amedy Coulibaly matou uma agente de polícia municipal na semana passada, em Grigny e Fleury-Mérogis (Essone) e em Epinay-sur-Seine (Seine-Saint-Denis), segundo a polícia francesa.

Também nesta sexta, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visita a cidade. Ele desembarcou na quinta-feira à noite em Paris e teve encontro com o chanceler francês, Laurent Fabius, nesta manhã. Depois, vai se reunir com o presidente francês, François Hollande.
Ações paralelas

As prisões acontecem apenas um dia depois que a polícia da Bélgica abateu, perto da fronteira com a Alemanha, dois supostos jihadistas, prendeu 13 pessoas e apreendeu armas e explosivos. As autoridades belgas garantiram que os três representavam perigo concreto de terrorismo e que não existe relação entre as operações.

A polícia alemã prendeu, também nesta madrugada, em Berlim, dois cidadãos turcos, supostamente ligados à organização terrorista EI (Estado Islâmico), suspeitos de terem cometido um atentado na Síria. A polícia relatou, no entanto, que não há indícios de que os dois detidos estivessem planejando um atentado na Alemanha.

Os dois detidos têm 41 e 43 anos e há outras três pessoas de seu círculo social que também estão sendo investigadas. A prisão aconteceu durante uma operação na qual 250 policiais fizeram batidas em 11 imóveis, a maioria deles nos bairros de Moabit e Wedding, que contam grande percentual de muçulmanos.

Um dos detidos foi identificado como Ismet D. e é acusado de liderar um grupo de islamitas no distrito berlinense de Tiergarten. O grupo seria formado, em sua maioria, por turcos e cidadãos russos procedentes da Chechênia.

Na noite de quinta-feira, a polícia alemã fez outra detenção, em Wolfsburg, no norte do país, de um suposto membro do EI de 26 anos. A justiça espanhola também abriu uma investigação preliminar para esclarecer a permanência de Coulibaly em Madri com sua companheira dias antes do ataque em Paris.
Ataques e vítimas

No último dia 7 de janeiro, dois homens armados, posteriormente identificados como os irmãos Kouachi, abriram fogo contra a sede da revista francesa "Charlie Hebdo", em Paris, matando 12 pessoas, entre elas oito jornalistas. Outras onze pessoas ficaram feridas no ataque.

Dois dias depois, Amedy Coulibaly, 32 tomou um mercado kosher na capital francesa, após matar uma policial. Ele foi morto com a ação da polícia, após, segundo as autoridades, ter matado quatro reféns, e ferido outros quatro.

Quase simultaneamente, os irmãos Kouachi fizeram um refém em uma fábrica próximo do aeroporto internacional Charles de Gaulle, na região metropolitana de Paris. Eles também foram mortos pela polícia que libertou o refém. (Com agências internacionais)

Clique aqui e curta o Portal Meio Norte no Facebook

Fonte: Uol