Polícia Federal prende dez em operação contra crimes financeiros na Camargo Corrêa

Polícia Federal prende dez em operação contra crimes financeiros na Camargo Corrêa

Dez pessoas foram presas, entre elas quatro diretores e duas secretárias da construtora Camargo Corrêa, em uma operação da Polícia Federal (PF) contra crimes financeiros e lavagem de dinheiro realizada nesta quarta-feira (25).

Operação da PF na Camargo Corrêa atinge partidos políticos

A operação deflagrada hoje pela Polícia Federal na empreiteira Camargo Corrêa vai respingar em alguns dos principais partidos políticos do país. De acordo com fonte que participou das investigações, a operação revela contribuições para partidos políticos "por dentro e por fora" com a participação de "uma pessoa muito influente em São Paulo", diz Mônica Bergamo

  • Em nota, a Camargo Corrêa manifestou "perplexidade" diante da "invasão" de sua sede em São Paulo pela Polícia Federal. "O grupo reafirma que confia em seus diretores e funcionários e que repudia a forma como foi constituída a ação, atingindo e constrangendo a comunidade Camargo Corrêa e trazendo incalculáveis prejuízos à imagem de suas empresas", diz a nota.

    A empresa também se queixa de não ter acesso a documentos que autorizem a ação da PF e ressalta que "a Camargo Corrêa cumpre rigorosamente com todas as suas obrigações legais".

    A PF também apreendeu um milhão de reais em um dos locais de busca no Rio de Janeiro. O objetivo da operação, batizada de "Castelo de Areia", é desarticular uma quadrilha que operaria dentro da construtora.

    Foram expedidos 10 mandados de prisão - contra o acusado de articular o esquema, funcionários da construtora e doleiros - e 16 de busca e apreensão.

    Segundo a PF, a quadrilha movimentava dinheiro de origem supostamente ilícita, por meio de empresas de fachada e operações conhecidas como dólar-cabo (cotação da moeda americana fora dos canais de conversão autorizados pelo Banco Central).

    Os principais crimes investigados são evasão de divisas, operação de instituição financeira sem autorização, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. Somadas, as penas chegam a 27 anos de prisão. Clientes dos doleiros investigados também foram identificados e podem responder por crime de evasão, que chega a seis anos de prisão

Fonte: AE