Polícia Federal prende secretário do meio ambiente e mais 16 em operação

Entre os detidos está o secretário do meio ambiente do Estado, Carlos Fernando Niedersberg

Pelo menos 18 pessoas foram presas na manhã desta segunda-feira na Operação Concutare da Polícia Federal (PF) do Rio Grande do Sul. A ação buscar reprimir crimes ambientais e contra a administração pública, além de lavagem de dinheiro. Entre os detidos está o secretário do meio ambiente do Estado, Carlos Fernando Niedersberg, e o secretário municipal do meio ambiente de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia.

Segundo a assessoria de imprensa do governador do Estado, assim que soube da ação da PF, Tarso Genro (PT) imediatamente decidiu pelo afastamento do secretário Niedersberg. O governador está em Israel em uma missão de negócios no Oriente Médio. Em entrevista à rádio Gaúcha, o prefeito José Fortunati confirmou a prisão de Záchia.

Em nota divulgada no site da prefeitura de Porto Alegre, Fortunati determinou o afastamento de todos as pessoas apontadas na investigação, que ocupem cargos no serviço público municipal, até o fim do trabalho da PF. "Não se trata de qualquer julgamento prévio, mas de uma iniciativa para preservar e garantir a total transparência ao processo?, afirmou o prefeito.

Ao todo, estão sendo cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. As prisões estão sendo efetuadas nos municípios de Porto Alegre, Taquara, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Caçapava do Sul, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, e em Florianópolis, Santa Catarina.

Ao todo, 150 policiais federais participam da operação. A investigação começou em junho do ano passado pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e ao Patrimônio Histórico (Delemaph) e pela Unidade de Desvios de Recursos Públicos da Polícia Federal no Rio Grande do Sul e identificou um grupo criminoso formado por servidores públicos, consultores ambientais e empresários. Segundo a Polícia Federal, os investigados atuam na obtenção e na expedição de concessões ilegais de licenças ambientais e autorizações minerais junto aos órgãos de controle ambiental.

A operação foi denominada Concutare, termo com origem no latim, que significa concussão. Os investigados serão indiciados por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro, conforme a participação individual de cada envolvido.

Fonte: Terra