Polícia investiga mistério sobre jovem achada morta em porão

Polícia investiga mistério sobre jovem achada morta em porão

Vítima estava com marcas no rosto e uma das orelhas cortada.

A Polícia Civil já investiga a morte misteriosa de uma mulher de 25 anos, encontrada morta dentro do porão de uma escola, no centro de Itariri, no interior de São Paulo, no fim da tarde de segunda-feira (17). Ela estava desaparecida desde o dia 15 de junho. Segundo informações da polícia, a vítima foi estuprada e possuía marcas no rosto, além de ter parte de uma das orelhas cortada. A mãe da jovem não se conforma e pede justiça.

A Escola Municipal Maria Augusta fica no centro da cidade. A parte dos fundos do terreno do colégio foi isolada pela polícia. O corpo de Silmara Fernandes Sacramento estava dentro do porão e foi encontrado por crianças que passavam pelo local e resolveram brincar próximo à unidade.

Segundo a diretora da escola, Renee Ferreira de Souza, os professores, funcionários e alunos não perceberam nada antes do corpo ser encontrado, porque o porão só é usado para guardar sobras de materiais de construção. "Nós não sentimos o cheiro porque o porão é independente, totalmente separado da escola. Na segunda-feira, nós ficamos até às 7h e não sentimos cheiro nenhum", relata.

Silmara morava na cidade com amigos. Uma testemunha, que não quis se identificar, conta que ela foi vista pela última vez no sábado (15) de madrugada, logo depois de voltar de um baile. "Falaram que ela tinha ido buscar um lanche, só que depois disso, no caminho de casa, ela sumiu", afirma.


Polícia investiga mistério sobre jovem achada morta em porão de escola

O delegado Fernando Biazzus Rodrigues, responsável pelo caso, já começou a ouvir algumas testemunhas. "Diversas pessoas estão sendo informalmente ouvidas a respeito, amigos e parentes, para fazer um retrocesso dos últimos passos dela e ver se chegamos ao autor desse crime", explica.

O velório da jovem foi em Pedro de Toledo (SP), onde a família mora. Ainda bastante abalada, a mãe de Silmara, Elisabete Fernandes, conta que a filha pretendia se mudar para Santa Catarina nos próximos dias e não se conforma com o que aconteceu. "Deus vai fazer justiça e a justiça da Terra vai ser cumprida também. Eu acredito, eu espero justiça", diz.

Fonte: G1