Polícia investiga se pedreiro foi envenenado

Polícia investiga se pedreiro foi envenenado

Para a polícia ele cometeu suicídio, se enforcando com uma corda feita do tecido do colchão

O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) de Goiânia, que pode definir a causa da morte de Adimar Jesus da Silva, o pedreiro acusado de matar os seis jovens de Luziânia (GO), deve ficar pronto em dez dias. Para a polícia ele cometeu suicídio, se enforcando com uma corda feita do tecido do colchão da cela.

Peritos começoaram a analisar se o tecido usado para fazer a corda é mesmo do colchão da cela de Adimar. Os peritos do IML ainda fizeram coleta de sangue pedreiro. Segundo Rejane da Silva Sena Barcelos, gerente do Instituto de Criminalística, o objetivo é pesquisar se houve evenenamento, por substância química, por medicamento que ele tenha ingerido, ou a presença de álcool no sangue dele.

Adimar foi encontrado morto no domingo (18) dentro da cela na Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc) em Goiânia. Ele era mantido isolado desde que foi preso há uma semana quando confessou ter matado os seis jovens de Luziânia. Dois agentes cuidavam da segurança da carceragem e disseram que só perceberam que o pedreiro estava morto depois de serem alertados pelos presos da cela ao lado.

A delegada do Denarc, Renata Chein, disse que ele tentou suicídio quando esteve preso em Brasília. "Então a única solução pra evitar esse tipo de situação seria deixar ele sem roupa? Ou então com umpsicologo com ele 24 horas. É realmente muito difícl manter esse tipo de custódia."

As famílias dos adolescentes lamentaram a morte de Adimar, queriam que ele pagasse pelos crimes na cadeia. "Não queria que ele morresse agora, queria que ele pagasse na prisão. Para que ele sentisse um pouquinho do que ele fez com os meninos. E mesmo asim, acho que foi muito cedo, ele morreu muito cedo", disse Sonia Vieira, mãe de Paulo Victor, uma das vítimas do pedreiro.

O Ministério Público vai participar das investigações. Não quer saber somente se foi suicídio ou homicídio. Mas também se o estado falhou na missão de garantir a integridade física do preso.

Fonte: g1, www.g1.com.br