Preso acusado de estrangular e matar um sobrinho de ex-vereador piauiense no DF

As vítimas eram estranguladas e depois de mortas,o acusado colocava fogo nos corpos

Três crimes que parecem ficção. Essa é a ficha policial do vendedor de carros Sérgio Alexander Dias Casadio, 35 anos, acusado de matar três pessoas, entre elas a namorada de 34 anos. Assim como os personagens das séries de televisão que ele assistia, os crimes chamaram a atenção pela crueldade.

As vítimas eram estranguladas e depois de mortas,o acusado colocava fogo nos corpos. Além disso, ele alterava os locais dos crimes, limpando com produtos que dificultam a aparição do sangue e queimava as roupas. Segundo, a forma como os crimes eram cometidos chamou mais a atenção depois que descobriram que Sérgio era pai de três filhos e descrito como uma pessoa carinhosa.

A primeira vítima foi descoberta durante as investigações na casa de Sérgio em Águas Lindas. No local foram encontrados documentos de Orly Barbosa de Alencar, 35 anos. No dia 25 de novembro, Sérgio simulou uma venda de carro para a vítima e ao chegar ao local, o assassino pediu para ver o dinheiro. Quando Orly mostrou, ele foi dominado por Sérgio e levado para o cativeiro em Vicente Pires.

O acusado tentou comunicar com a família, fazendo se passar por Orly. A vítima foi morta com uma paulada na cabeça e teve o corpo quemado. Sérgio levou os restos mortais de Orly para um matagal próximo a Cocalzinho (GO).

A segunda vítima de Sérgio foi assassinada com a ajuda de um policial militar e da namorada, Rizia Rejane de Oliveira Alves, 34 anos, 10 dias depois de matar Orly. Após acompanhar a rotina de um morador de Sobradinho, Carlito Campinho Santos Sobrinho, 21, Sérgio pegou um carro e simulou uma colisão com Carlito em Sobradinho. Ao sair do carro para verificar o acidente, a vítima foi algemada e colocada no banco de trás do carro de Sérgio. De lá, eles foram para Vicente Pires, onde morava Rizia.

No dia seguinte, obrigaram a vítima fazer um contato com a família e pedir R$ 5 mil como resgate. Apesar de terem recebido o valor pedido, isso não impediu que ele matasse o sequestrado. A vítima foi estrangulada e teve o corpo jogado no Rio Corumbá.

Cúmplice no primeiro crime, Rizia se tornou a terceira vítima de Sérgio no dia 2 de janeiro deste ano. A namorada tinha fugido com R$ 30 mil, resultado da venda de um terreno da mãe. No segundo dia do ano, Sérgio informou à polícia que atingiu a cabeça da namorada com uma pedra de mármore e tentou estrangulá-la, depois terminou de matá-la com um vaso de barro. Por causa da sujeira, Sérgio comprou água sanitária para limpar o corpo e o sangue deixado pelo crime. Ele levou Rizia para um matagal, próximo a Cocalzinho, e colocou fogo no corpo.

A policia acredita que Sérgio tenha sido autor de mais dois assassinatos, no entanto ele nega. A ficha criminal de Sérgio apontava apenas uma agressão a uma mulher. Ele namorava com Rizia há mais de 10 anos e era descrito pela família como uma pessoa calma e amável com os três filhos e as ex-esposas.

Quando foi preso, Sérgio agradeceu a polícia e disse que não pararia enquanto alguém não o pegasse. Ele passará por uma bateria de exames psquiátricos e responderá por roubo, sequestro mediante extorsão, ocultação de cadáver e homicídio.

Fonte: Correio Braziliense