Polícia prende suspeita de enviar doce envenenado a adolescente

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que os doces estavam contaminados

Uma doceira suspeita de enviar doces envenenados a uma adolescente de Curitiba foi presa na madrugada deste sábado na cidade de Barra Velha, em Santa Catarina. De acordo com a Polícia Civil do Paraná, responsável pelas investigações, Margarete Aparecida Marcondes, 45 anos, foi encontrada por volta das 4h, escondida dentro de um carro. Presa, ela foi encaminhada para a delegacia de Joinville.

Na manhã deste sábado, o titular da Delegacia de Homicídios de Curitiba, Rubens Recalcatti, foi até Joinville para buscar a suspeita, que deverá ser apresentada na capital do Paraná na tarde de hoje.

Na última terça, a polícia chegou a ir até a casa da suspeita, em Joinville. Quando os policiais entraram na residência de Margarete, encontraram o marido dela no chão, com marcas de agressão, e desacordado. Ele foi encaminhado ao hospital, em estado grave.

Foram apreendidos um óculos de sol e uma blusa de Margarete, semelhante as que ela usava nas imagens da câmera de segurança de um shopping no bairro Pinheirinho, que mostram a suspeita próxima a um ponto de táxi, e um pacote plástico com um suposto veneno para matar ratos.

Entenda o caso

De acordo com as investigações da polícia, a doceira Margarete Marcondes teria enviado, no dia 12 de março, uma caixa de bombons envenenados a uma adolescente de 14 anos. Segundo o delegado Rubens Recalcatti, Margarete era conhecida da família da jovem, que iria fazer uma festa de aniversário.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que os doces estavam contaminados pelo inseticida Terbufos, utilizado em plantas. A adolescente, que ingeriu a maior parte dos bombons, disse que não estranhou quando o taxista entregou a caixa em sua casa, já que estava fazendo uma cotação de preços de doces, além de experimentação de amostras.

A vítima dividiu os doces com outros três adolescentes, quem também foram intoxicados. Os quatro foram internados, mas passam bem.

Fonte: Terra, www.terra.com.br