Polícia prende zelador acusado de abusar sexualmente de dois meninos em Fortaleza

Na casa do zelador, a Polícia encontrou grande quantidade de material pornográfico

Uma denúncia anônima levou policiais da Delegacia de Combate a Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca) e do Ronda do Quarteirão à prisão do zelador Joel Nascimento Izidoro, de 42 anos, acusado de atentado violento ao pudor. Na casa do zelador, no Jardim Iracema, a Polícia encontrou grande quantidade de material pornográfico.

A prisão de Joel Nascimento ocorreu ontem, no final da manhã. Minutos antes da Polícia chegar ao local, dois meninos -um de nove e outro de 12 anos - tinham estado no local. ´Os meninos disseram que ele se apresentava como organizador de quadrilhas de festas juninas´, revelou a titular da Dceca, Ivana Timbó .

Ontem à tarde, quando saía do prédio da Dececa, o zelador enfrentou a reação de muitas pessoas que estavam na porta da delegacia, aguardando. A maioria, gente revoltada com a violência contra as crianças. Agora, o acusado vai ser encaminhado para a Delegacia de Capturas. ´Ele vai ficar lá até ser encaminhado para o presídio´, explicou a delegada, onde aguardará por julgamento.

Para Ivana Timbó, a colaboração da população é fundamental para a descoberta de crimes desta natureza e conseqüente prisão dos agressores. ´Qualquer pessoa pode denunciar, nem precisa se identificar, embora sua identidade seja mantida em absoluto sigilo. As denúncias podem ser feitas para o número 3101-2044´, solicitou a delegada.

Segundo ela, as investigações não param por aí. ´Precisamos ter muita cautela neste tipo de trabalho, porque envolve crianças. Mas não deixamos de investigar a pessoa que está sendo acusada, para sabermos se ela não se envolveu em crimes semelhantes, anteriormente´, explicou.

Pacatuba

Sobre o caso das crianças que foram vítimas de abuso sexual no município da Pacatuba, este ano, a delegada prefere não falar. ´Ouvimos as vítimas, testemunhas, estamos a procura do acusado da violência´, disse, apenas.

Segundo ela, o máximo de discrição adotada nestes casos é o ideal. ´Não podemos expor as vítimas e suas famílias, já tão fragilizadas. Então só comunicamos os resultados´.

Fonte: Diário do Nordeste, www.diariodonordeste.com.br