Polícia vai ouvir ambulante sobre morte de coordenador do AfroReggae

A informação é do delegado Ronaldo Oliveira, diretor de polícia da capital.

Um vendedor ambulante vai participar do reconhecimento dos dois suspeitos acusados de matar o coordenador do grupo AfroReggae, Evandro João da Silva, no Centro do Rio, juntamente com os dois policiais militares acusados de omissão de socorro à vítima, o capitão Dênis Bizarro e o cabo Marcos Salles.

A informação é do delegado Ronaldo Oliveira, diretor de polícia da capital. Segundo ele, o suspeito Rui Mário de Macedo, o Romarinho, teria se escondido na barraca do ambulante, que fica próxima ao local do assalto, após ter efetuado o crime. O ambulante será mais uma testemunha para ajudar nas investigações da polícia.

Os PMs irão fazer o reconhecimento, previsto para a tarde desta quinta-feira (29), de Reginaldo Martins da Silva, de 32 anos, preso na quarta (28). Ele admitiu, em depoimento, que participou do crime, mas negou que tenha sido o autor dos disparos. As informações são do delegado José Luiz Duarte, titular da 1ª DP (Praça Mauá).

?Ele só negou que tenha sido o autor do disparo que matou a vítima. A única contradição é sobre quem efetuou os disparos. O Ramarinho imputa a ele, assim como ele imputa ao Romarinho?, disse o delegado.

De acordo com a polícia, Reginaldo foi preso em Itaguaí, na Região Metropolitana.

Na segunda-feira (26), Rui Mário de Macedo, o ?Romarinho?, foi preso perto do local do assalto, no Centro do Rio. Em depoimento, ele também confessou o crime, mas disse que o disparo foi feito pelo cúmplice.

Apesar das contradições nos depoimentos, o delegado José Luiz Duarte disse que não pretende realizar uma acareação entre os presos.

Os policias tiveram a prisão preventiva decretada na última sexta (23). Nesta quarta, os dois PMs foram à 1ª DP (Praça Mauá) e reconheceram Rui Mário de Macedo. Eles são acusados, ainda, de ficar com o tênis e o casaco do coordenador e de não prestar socorro à vítima.

O crime aconteceu no dia 18, na Rua do Carmo, esquina com Rua do Ouvidor, no Centro e está sendo investigado pela 1ª DP (Praça Mauá).

Advogado defende PMs

Na terça-feira (27), o advogado José Haroldo dos Anjos, que representa o capitão Dênis Bizarro, negou que os policiais tenham ficado com os pertences da vítima após o crime.

De acordo com o advogado, os suspeitos não estavam com os pertences da vítima quando foram abordados pelos policiais. Os dois foram liberados após afirmarem que eram moradores de rua.

O advogado ressaltou ainda que os policiais encontraram o tênis e o casaco a três metros do local onde os suspeitos foram abordados. Eles teriam jogado fora os pertences porque pensaram que eram dos supostos moradores de rua.

José Haroldo dos Anjos disse ainda que, ao serem informados de que uma pessoa havia sido baleada, eles retornaram ao local mas não conseguiram localizar a vítima.

Fonte: g1, www.g1.com.br